Falta de garrafas preocupa cervejarias alemãs | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 22.07.2018
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Alemanha

Falta de garrafas preocupa cervejarias alemãs

Verão atípico faz fábrica pedir a consumidores devolução urgente de cascos. Muitos esquecem engradados no porão quando viajam de férias. Problema afeta empresas de médio porte que usam vasilhames diferenciados.

Cerveja da empresa Fiege com casco de tampa de porcelana

Cerveja da empresa Fiege usa garrafa com tampa de porcelana: modelo diferenciado dificulta reposição

Um dos verões mais quentes das últimas décadas faz com que as cervejarias alemãs alertem para a falta de garrafas para seu produto, pedindo que os consumidores devolvam os vasilhames que guardam em casa, de preferência antes de viajarem nas férias de verão.

"Há um problema dramático em todo o setor", afirma Niklas Other, editor da revista especializada em cerveja Inside. Segundo ele, a atual escassez já leva algumas cervejarias do país a não conseguirem mais engarrafar determinados tipos de cerveja. O problema estaria afetando também o comércio especializado na venda de bebidas, que reclama da falta de investimento de algumas cervejarias na aquisição de engradados e vasilhames.

A Federação das Cervejarias Alemãs também registra uma "especial escassez de cascos” neste ano. "Justamente nos meses de verão pode haver faltas de vasilhames", afirmou o porta-voz da entidade, Marc-Oliver Huhnholz. Por isso, o setor apela para que os consumidores devolvam os cascos ao comércio o mais rápido possível.

A cervejaria Fiege, da cidade de Bochum, divulgou nas mídias sociais um apelo para que seus fregueses devolvam o quanto antes os engradados que mantêm em casa. O anúncio, publicado no Facebook, foi divulgado pelo jornal WAZ. "Embora compremos regularmente vasilhames, está faltando garrafas em nossas unidades de engarrafamento”, afirma o texto.

A Fiege, uma cervejaria local, considerada de médio porte, afirma que normalmente vende entre 100 mil e 120 mil unidades por dia. Neste verão, entretanto, a média vai de 150 mil a 160 mil. 

Uma preocupação dos cervejeiros são os engradados que muitos alemães costumam deixar nos porões de seus lares quando viajam nas férias.

Os porta-vozes das cervejarias Veltins e König-Pilsener, duas empresas grandes, que vendem suas marcas praticamente em toda a Alemanha, afirmam que já encomendaram engradados adicionais, se prevenindo do problema.

Na Alemanha, o depósito para uma garrafa de cerveja reutilizável de vidro custa – com algumas exceções – oito centavos de euro. Há estimados dois bilhões de vasilhames do tipo em circulação no país, com os cascos sendo reaproveitados numa média de 36 vezes.

Entretanto, nem todas as cervejarias usam o mesmo modelo de garrafa, o que agrava o problema. As cervejarias que trabalham com vasilhames mais diferenciados – como é o caso da Fiege, que emprega garrafas com tampa de porcelana – têm dificuldade em obter substitutos nos períodos de maior demanda.

A venda e produção de cervejas em lata é dificultada na Alemanha por uma lei determinando a obrigatoriedade do depósito de 25 centavos de euro para vasilhames de metal e plástico. A lei fez a venda de bebidas em lata cair drasticamente, dos 7,5 bilhões de unidades em 2002 para 300 mil em 2003, ano em que passou a vigorar.

MD/dpa/ots

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