Facebook fecha contas ligadas a rede extremista | Notícias internacionais e análises | DW | 01.07.2020

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Mundo

Facebook fecha contas ligadas a rede extremista

Rede social anuncia fechamento de centenas de contas, grupos e páginas de rede ligada ao movimento antigovernamental Boogaloo, que prega guerra civil e quer derrubar governo nos EUA.

Facebook

Facebook fechou 220 contas, 106 grupos e 28 páginas relacionadas à rede extremista, além de 95 contas no Instagram

O Facebook anunciou nesta terça-feira (30/06) que fechou centenas de contas e grupos de uma rede extremista com  ligações com o movimento antigovernamental Boogaloo. A plataforma fechou 220 contas, 106 grupos e 28 páginas relacionadas à rede extremista, além de 95 contas no Instagram.

A decisão coloca o Boogaloo na mesma categoria que organizações como o "Estado Islâmico" e supremacistas brancos, que também foram banidos do Facebook.

A empresa afirmou que não está eliminando todas as referências à palavra "boogallo" e que apenas está banindo grupos, contas e páginas quando eles têm uma clara ligação com violência ou são uma ameaça crível à segurança pública.

O Boogaloo é um fenômeno surgido na internet e que agrupa pessoas de ideologias diversas, do anarquismo ao neonazismo, mas unidas pelo objetivo de iniciar uma segunda guerra civil – chamada por elas de Boogaloo – e derrubar o governo.

O movimento tirou o nome do filme Breakin 2 – Electric Boogaloo, uma sequência lançada em 1984 de um filme sobre a dança break.

Apoiadores do movimento participaram de protestos contra as medidas de isolamento social adotadas por causa da pandemia de covid-19 e foram vistos nos protestos antirracismo nos EUA, muitas vezes portando rifles.

O Facebook afirmou que o movimento remonta a 2012 e que o vem acompanhando atentamente desde o ano passado.

Além disso foram fechados mais 400 grupos e cem páginas que também feriram diretrizes do Facebook e disseminaram conteúdo extremista.

A empresa está sob pressão de anunciantes para endurecer suas medidas contra o discurso de ódio nas suas redes sociais. Empresas como Coca-Cola, Verizon, Adidas, Starbucks, Ford e Unilever suspenderam seus anúncios no Facebook.

Organizações civis nos Estados Unidos convocaram um boicote publicitário contra o Facebook por considerar que a rede social age de forma muito displicente com conteúdos que disseminam o ódio e informações falsas.

O boicote atraiu grandes anunciantes, mas a maior parte da renda do Facebook com publicidade vem de anunciantes pequenos e médios, que não aderiram em grande número ao boicote.

AS/afp/ap/efe

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