Ex-presidente peruano Alejandro Toledo é preso nos EUA | Notícias internacionais e análises | DW | 16.07.2019
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Mundo

Ex-presidente peruano Alejandro Toledo é preso nos EUA

Político acusado de receber propina da empreiteira brasileira Odebrecht era considerado foragido pelas autoridades do Peru. É o quarto ex-presidente do país implicado em escândalo de pagamentos ilegais. 

Ehem. peruanischer Präsident Alejandro Toledo (AFP/M. Ngan)

Toledo presidiu o Peru entre 2001 e 2006

O ex-presidente peruano Alejandro Toledo foi preso nesta terça-feira (16/07) nos Estados Unidos após um pedido de extradição feito pelo governo Peru.

Toledo, que presidiu o Peru entre 2001 e 2006, era considerado fugitivo pela Justiça peruana desde que foi para os EUA em 2017, evitando assim cumprir uma pena de 18 meses de prisãopor suspeita de envolvimento com pagamentos de propinas pela empreiteira brasileira Odebrecht.

"Fomos informados que o ex-presidente se encontra na primeira audiência diante das autoridades judiciais americanas, como parte do processo orientado a conseguir seu retorno ao país", informou o Ministério Público do Peru em mensagem divulgada no Twitter.

A informação sobre a prisão de Toledo foi recebida pela Unidade de Cooperação Judicial Internacional do Ministério Público do Peru, que não deu mais detalhes sobre o caso.

O Peru pediu a extradição do ex-presidente em maio de 2018. A solicitação foi feita pouco depois de diretores da Odebrecht terem confessado que pagaram 20 milhões de dólares a Toledo para obter benefícios em licitações de obras públicas durante seu governo.

Em fevereiro, o Ministério Público do Peru anunciou que havia firmado um acordo de delação premiada com o empresário peruano-israelense Josef Maiman, que admitiu ter ajudado Toledo a receber as propinas distribuídas pela construtora e a lavar o dinheiro em paraísos fiscais.

O promotor José Domingo Pérez já enviou a delação à Justiça peruana. Maiman ainda disse ao Ministério Público que a Odebrecht, na verdade, depositou em contas que pertenciam a ele cerca de 35 milhões de dólares em propinas para Toledo.

O ex-presidente nega ter qualquer vínculo com a corrupção da construtora. Toledo alega que as acusações são um ataque de seus inimigos e que é vítima de perseguição política.

Benítez disse que Toledo é vítima de perseguição política e disse que Maiman mudou a versão inicial apresentada ao Ministério Público depois de negociar um acordo com os promotores que investigam a Lava Jato no Peru.

"Toda a pasta criada para solicitar a extradição é composta de documentos que mostram que houve perseguição política", disse Benítez.

"A perseguição contra Toledo está comprovada e será avaliada no momento certo pela Justiça dos Estados Unidos", completou o advogado, que acusou o governo peruano de interferir no processo.

O presidente do Peru, Martín Vizcarra, disse em março que o escritório de advogados que conseguiu a extradição do ex-presidente do Panamá Ricardo Martinelli dos Estados Unidos havia sido contratado para trabalhar em um pedido similar contra Toledo.

Toledo é investigado desde que Jorge Barata, ex-diretor da Odebrecht no Peru, revelou ter pagado propinas ao ex-presidente para que a construtora vencesse as licitações da construção de dois trechos da Rodovia Interoceânica.

Barata disse aos promotores que o dinheiro foi depositado aos poucos, entre 2004 e 2010, nas contas de Maiman, usado como laranja pelo ex-presidente. Segundo o empresário, o dinheiro era posteriormente repassado à Ecoteva, uma companhia que tem a sogra de Toledo, Eva Fernenbug, como sócia.

O Peru vem sendo sacudido por uma onda de escândalos políticos desde a eclosão da operação Lava Jato no Brasil, que revelou o alcance do esquema de propinas da Odebrecht em países vizinhos. As revelações já implicaram quatro ex-presidentes e uma ex-candidata presidencial. Pedro Pablo Kuczynski foi preso em abril. Alan Garcia, cometeu suicídio no mesmo mês, quando estava prestes a ser preso.

Já o ex-presidente Ollanta Humala é outro que chegou a ser preso, mas agora aguarda julgamento em liberdade. A ex-candidata à presidência Keiko Fujimori, por sua vez,foi detida em 2018.

JPS/efe/ots

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