Europeus pedem que Irã volte a respeitar acordo nuclear | Notícias internacionais e análises | DW | 12.01.2020
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Diplomacia

Europeus pedem que Irã volte a respeitar acordo nuclear

Governos da Alemanha, França e Reino Unido reiteraram que continuam comprometidos com manutenção do pacto, apesar de saída dos EUA e recentes violações por parte de Teerã.

Iran Kernkraftwerk Bushehr (picture-alliance/AP Photo/V. Salemi)

Usina nuclear iraniana de Buscher

França, Reino Unido e Alemanha pediram conjuntamente ao Irã neste domingo (12/01) que retorne "ao pleno comprometimento" de suas obrigações no âmbito do acordo sobre seu programa nuclear.

"Hoje nossa mensagem é clara: continuamos comprometidos ao acordo sobre a questão nuclear e à sua preservação; instamos o Irã a suspender todas as medidas incompatíveis com o acordo; pedimos ao Irã que se abstenha de qualquer nova ação violenta ou de proliferação; e continuamos prontos para dialogar com o Irã nesta base para preservar a estabilidade da região", afirmaram os três governos europeus em uma declaração conjunta, no contexto de tensões entre o Irã e os Estados Unidos.

França, Reino Unido e Alemanha estão entre os países que assinaram em 2015, juntamente com os Estados Unidos, China e Rússia, o acordo com o Irã sobre seu programa nuclear. Em 2018, o presidente dos EUA, Donald Trump retirou os Estados Unidos unilateralmente do acordo e voltou a impor sanções ao Irã. A decisão americana abriu um novo foco de tensão com os iranianos, que passaram então a partir de 2019 a abandonar gradualmente vários dispositivos do acordo como forma de pressionar os outros signatários a salvar o pacto.

Na declaração dirigida aos iranianos neste domingo, os europeus também reiteraram que "lamentam" a decisão americana de 2018.

Recentemente, Trump também instou os europeus a abandonar o acordo e fortalecer seus esforços militares no Oriente Médio. No entanto, Paris, Londres e Berlim optaram por reafirmar sua adesão ao pacto, apesar de considerarem "essencial que o Irã volte ao pleno comprometimento de suas obrigações com o acordo".

"Expressamos nossa profunda preocupação com as ações empreendidas pelo Irã, violando seus compromissos desde julho de 2019. Essas ações devem ser anuladas", acrescentaram os três governos.

Teerã também anunciou no dia 5 de janeiro que se desvinculava de qualquer compromisso em limitar "o número de suas centrífugas", usado para produzir combustível nuclear.

O anúncio ocorreu dois dias depois que os Estados Unidos mataram o general iraniano Qassim Soleimani em Bagdá com um drone, em um contexto de fortes tensões entre Teerã e Washington. No entanto, os iranianos afirmaram que as ações ainda podem ser revertidas desde que o acordo nuclear seja cumprido de forma recíproca, ou seja, se as sanções econômicas impostas contra o país pelo governo de Donald Trump forem suspensas.

Em seu comunicado, Londres, Berlim e Paris sublinham sua "prontidão" para agir "em favor da desescalada e da estabilidade na região".

"Também devemos definir um marco de longo prazo para o programa nuclear do Irã", apontaram.

Em sua declaração, os europeus citam o papel desempenhado pelos "corpos dos Guardiões da Revolução Islâmica e da força Al Qods", encarregados das operações externas do Irã, nos "eventos recentes" que "revelaram o papel desestabilizando o Irã na região".

Os europeus alertaram nos últimos dias que poderiam decidir ativar um mecanismo de solução de controvérsias previsto no acordo nuclear que, a longo prazo, poderia levar ao restabelecimento de sanções pelo Conselho de Segurança da ONU se o Irã não respeitasse seus compromissos

JPS/afp/rt

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