EUA testam míssil balístico na costa da Califórnia | Notícias internacionais e análises | DW | 12.12.2019
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Estados Unidos

EUA testam míssil balístico na costa da Califórnia

Esse é o terceiro lançamento feito pelos americanos desde que o país deixou o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário. Teste violaria regras do acordo se ele ainda estivesse em vigor.

EUA lançam míssil da ilha de San Nicolás

Em agosto EUA fizeram primeiro teste de míssil depois do fim do INF

Os Estados Unidos testaram nesta quinta-feira (12/12) um míssil balístico, que seria proibido pelo Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF), abandonado pelo país no início de agosto.

O míssil foi lançado por volta das 8h30 (horário local). O Pentágono informou que o teste foi realizado na base da Força Aérea de Vandenberg, na Califórnia. "Atualmente estamos avaliando os resultados", disse o comunicado.

Os militares não informaram o motivo do teste, que geralmente é visto como uma demonstração da capacidade operacional do sistema de defesa de mísseis nucleares dos EUA. O lançamento ocorreu em meio a ameaças da Coreia do Norte de realizar um teste de míssil balístico se os Estados Unidos não fizerem concessões nas relações bilaterais até o final do ano.

Esse foi o terceiro teste de mísseis realizado pelo país desde que deixou o INF. O primeiro ocorreu em agosto, quando o Pentágono lançou um míssil de cruzeiro a partir da ilha de San Nicolás, na Califórnia, que percorreu mais de 500 quilômetros antes de cair no mar.

Assinado em 1987 por Rússia e EUA, o INF visa eliminar mísseis de curto e médio alcance. O acordo vigorou por mais de 30 anos e foi um dos mais importantes do final da Guerra Fria. Nele, pela primeira vez as superpotências concordaram em eliminar armas nucleares e submeter-se a extensas inspeções para assegurar que ambos os lados seguissem as regras do tratado.

Há algum tempo, os EUA acusavam a Rússia de descumprimento do acordo, com base em relatórios de inteligência. Washington argumentou que o míssil russo 9M729 violaria o INF. Moscou negou as alegações: com um alcance máximo de 480 quilômetros ele estaria abaixo dos limites do tratado. O governo russo acusa, no entanto, os Estados Unidos por quebrar o pacto.

Especialistas temem que o fim do INF possa prejudicar outros acordos de controle de armas, além de acelerar a erosão de sistema global projetado para conter a disseminação de armas nucleares, levando a uma nova corrida armamentista.

CN/afp/dpa/rtr

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