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Americano com máscara caminha por Nova York
Quase 20 mil pacientes estão em unidades de terapia intensiva (UTI) em todo o paísFoto: Wang Ying/Xinhua/Imago Images
SaúdeEstados Unidos

EUA registram novo recorde de mortes por covid-19

3 de dezembro de 2020

País tem mais de 3,1 mil óbitos em 24 horas, enquanto número de hospitalizações supera 100 mil pela primeira vez. Aumento nas infecções pode ter sido impulsionado por feriado do Dia da Ação de Graças.

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Os Estados Unidos registraram um novo recorde de mortes por covid-19. Em 24 horas, foram registrados no país 3.157 óbitos em decorrência da doença, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (03/12). O número de novas infecções pelo coronavírus também superou a média diária de 200 mil, e o de internações passou pela primeira vez de 100 mil.

A ocorrência dessas três marcas em um único dia é um forte sinal de alerta e pode indicar que o pior ainda está por vir. Isso se deve em parte à disseminação do coronavírus durante o feriado do Dia de Ação de Graças, quando milhões de americanos ignoraram as recomendações para que permanecessem em suas casas e evitassem as viagens e o contato com seus familiares.

Em todo o país, o aumento dos casos da doença sobrecarregou os hospitais e os profissionais de saúde, que muitas vezes estão em número insuficiente. Segundo o serviço de rastreamento da doença Covid Tracking Project, o número de hospitalizados atingiu o ponto mais alto nesta quarta-feira, com o dobro do total das internações do mês anterior. 

Atualmente há mais de 100 mil leitos ocupados por causa da covid-19, e quase 20 mil pacientes estão em unidades de terapia intensiva (UTI) em todo o país.

Já o número de infecções confirmadas recentemente passou de 200 mil pela segunda vez em menos de uma semana, segundo a Universidade Johns Hopkins, que monitora o avanço da covid-19 nos EUA e em todo o mundo.

"A realidade é que dezembro e janeiro serão tempos difíceis. Acredito, na verdade, que será o período mais complicado na história da saúde pública desta nação", afirmou Robert Redfield, diretor do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC) dos EUA. 

Neste ritmo, os EUA não demorarão para chegar a 300 mil mortes causadas pela doença no período mais delicado do ano: as férias natalinas. Segundo Redfield, é possível que o país chegue a fevereiro com 450 mil mortes por covid-19, o que significa mais 180 mil óbitos entre dezembro e janeiro. Em todo o país, o coronavírus já causou mais de 273 mil mortes e infectou quase 14 milhões de pessoas. 

As 3.157 mortes registradas nesta quinta-feira pela Universidade Johns Hopkins superam o número de vítimas do ataque terrorista de 11 de setembro de 2001 e a marca de 2.603 óbitos registrada no dia 15 de abril, quando a região metropolitana de Nova York estava no epicentro da epidemia no país.

RC/ap