EUA não vão assistir à Venezuela virar ditadura, diz Pence | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 14.08.2017
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

América Latina

EUA não vão assistir à Venezuela virar ditadura, diz Pence

Na Colômbia, vice-presidente americano afirma que "um Estado fracassado na Venezuela ameaça segurança e prosperidade de todo o hemisfério" e que objetivo é restauração da democracia.

Na Colômbia, Pence volta a afirmar que EUA não permitirão ditadura na Venezuela

Na Colômbia, Pence volta a afirmar que EUA não permitirão ditadura na Venezuela

O vice-presidente dos EUA, Mike Pence, disse nesta segunda-feira (14/08) na Colômbia que Washington "não vai ficar impassível enquanto a Venezuela colapsa rumo a uma ditadura". "Um Estado fracassado na Venezuela ameaça a segurança e prosperidade de todo o hemisfério e das pessoas nos Estados Unidos", disse Pence, antes de um encontro com migrantes venezuelanos em Cartagena.

Na cidade do noroeste da Colômbia, Pence se encontrou com líderes religiosos e cerca de 50 venezuelanos que fugiram para a Colômbia. O vice-presidente e sua esposa, Karen Pence, ouviram os relatos dos migrantes. Jornalistas não puderam participar do encontro. Ao final, Pence declarou que ouviu histórias comoventes sobre a busca por alimentos. Karen Pence participou também de um círculo de oração e disse rezar pelo "bem-estar dos refugiados venezuelanos".

Essa foi a segunda vez durante sua viagem pela América Latina, que teve início no final de semana, que Pence abordou a crise venezuelana. No domingo, o vice se reuniu com o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e disse que os EUA continuarão usando meios pacíficos – incluindo poder econômico e político – para pressionar o regime do presidente Nicolás Maduro.

"Continuaremos ao lado das nações livres em nosso hemisfério até que a democracia seja restaurada para o povo venezuelano", declarou Pence, sem descartar completamente a opção militar, mas em tom mais conciliatório que o usado por Trump.

Na sexta-feira, o presidente americano disse que a intervenção militar seria uma opção para a Venezuela. A declaração foi recebida com rechaço por países da região, incluindo Brasil e Colômbia.

As declarações de Pence geraram críticas em Caracas. O ministro venezuelano da Informação, Ernesto Villegas, acusou nesta segunda-feira Washington de interferir em assuntos internos. "Os EUA e o seu satélite Colômbia estão tentado dar lições de democracia à Venezuela enquanto dão cobertura a neonazis no seu próprio país", escreveu Villegas no Twitter, em referência a marcha de supremacistas brancos em Charlottesville, no estado americano da Virgínia.

A crise na Venezuela deve ser o tema central da visita de Pence à América Latina. Da Colômbia, ele segue nesta segunda-feira para a Argentina, onde se encontra com o presidente Mauricio Macri para tratar de relações comerciais. Pence passará ainda pelo Chile e Panamá antes de voltar para os EUA.

CN/ap/afp/rtr/efe/lusa

Leia mais