EUA abrem inquérito criminal sobre investigação de interferência russa | Notícias internacionais e análises | DW | 25.10.2019

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Estados Unidos

EUA abrem inquérito criminal sobre investigação de interferência russa

Revisão administrativa sobre a origem da investigação de Mueller, que apontou ingerência de Moscou nas eleições americanas, se transformou em ação criminal, revela fonte anônima. Oposição questiona intenções do governo.

O secretário americano de Justiça, William Barr

Secretário de Justiça mandou investigar as queixas de Trump de que sua campanha foi alvejada de forma inadequada

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos transformou uma revisão administrativa sobre as origens da investigação sobre a interferência russa na eleição americana de 2016 em uma investigação criminal, segundo afirmou uma pessoa familiarizada com o caso.

A medida gera preocupações da oposição sobre se o presidente americano, Donald Trump, e seus aliados podem estar usando os poderes do governo para perseguir oponentes.

A revelação nesta quinta-feira (24/10) ocorre em meio a um inquérito de impeachment na Câmara dos Representantes sobre suposto abuso de poder de Trump. O processo apura se o republicano suspendeu ajuda financeira militar à Ucrânia para pressionar o presidente do país a lançar uma investigação contra o ex-vice-presidente Joe Biden e o filho dele, Hunter Biden.

A pessoa que confirmou a existência da investigação criminal não quis ser identificada por não estar autorizada a discutir o assunto publicamente. Ela falou com as agências de notícias AP e Reuters em condição de anonimato. O fato foi revelado pela primeira vez pelo jornal The New York Times.

O secretário americano de Justiça, William Barr, havia lançado uma revisão neste ano para investigar as queixas do presidente Trump de que sua campanha foi alvejada de forma inadequada pelas autoridades de inteligência e de segurança dos EUA durante as eleições de 2016.

A apuração, que inicialmente tinha caráter administrativo, busca descobrir se houve irregularidades nos inquéritos preliminares que serviram de base para a investigação do ex-procurador especial Robert Mueller sobre a interferência da Rússia nas eleições americanas.

Não se sabe quais crimes potenciais estariam sendo investigados, mas a classificação como investigação criminal formal dá a procuradores capacidade de emitir intimações, envolver potencialmente um grande júri e obrigar testemunhas a depor, além de levar a indiciamentos.

Democratas e alguns ex-membros das forças de segurança afirmam que Barr está usando o Departamento de Justiça para seguir injustificadamente teorias da conspiração que poderiam beneficiar o presidente republicano politicamente, além de desqualificar as investigações realizadas por Mueller sobre a ingerência russa.

"Se o Departamento de Justiça pode ser usado como um instrumento de vingança política ou para ajudar o presidente com uma narrativa política para a próxima eleição, o Estado de direito sofrerá novo e irreparável dano", afirmaram os deputados democratas Jerrold Nadler e Adam Schiff.

Como parte de sua investigação, Barr pediu pessoalmente ajuda a representantes de serviços secretos estrangeiros – incluindo do Reino Unido e da Itália – para saber mais sobre as pessoas mencionadas no relatório de Mueller.

O Departamento de Justiça afirmou que Trump fez recentemente, a pedido de Barr, várias ligações para líderes estrangeiros, incluindo o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison, a fim de ajudar o secretário de Justiça em sua apuração sobre a investigação de Mueller.

O inquérito de Mueller concluiu que Moscou interferiu na eleição presidencial de 2016 para beneficiar Trump e levou a condenações criminais de vários ex-assessores de campanha. Mas Mueller disse não dispor de evidências suficientes para estabelecer uma conspiração criminosa entre a campanha de Trump e a Rússia.

MD/ap/rtr

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