Estados Unidos anunciam novas sanções à Rússia | Notícias internacionais e análises | DW | 08.08.2018
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Mundo

Estados Unidos anunciam novas sanções à Rússia

Washington justifica medida acusando Moscou pelo envenenamento de ex-espião russo na Inglaterra e diz que país viola leis internacionais ao usar armas químicas. Sanções entrarão em vigor no final do mês.

Peritos investigam local em Salisbury onde Skripal e sua filha foram encontrados em estado grave

Peritos investigam local em Salisbury onde Skripal e sua filha foram encontrados em estado grave

Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (08/08) novas sanções contra a Rússia devido ao suposto envolvimento de Moscou no envenenamento do ex-espião russo Serguei Skripal na Inglaterra.

A porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Heather Nauert, afirmou que foi determinado que a Rússia usou arma química, violando a lei internacional. As sanções entrarão em vigou por volta do dia 22 de agosto. Detalhes sobre a medida e sua abrangência não foram divulgados.

Mas, segundo a emissora NBC, que ouviu fontes familiarizadas com o caso, as sanções incluem a proibição da exportação para a Rússia de itens com implicações na segurança nacional.

Skripal e a filha, Yulia, foram envenenados em março com Novichok, um agente nervoso de uso militar, em Salisbury, no sul da Inglaterra. Os dois ficaram hospitalizados por várias semanas.

Skripal, de 67 anos, é um ex-coronel da espionagem militar russa que foi condenado em 2006 a 13 anos de prisão por alta traição. Ele é acusado de ter agido, a partir dos anos 1990, como um agente duplo, colaborando com o serviço de espionagem britânico.

O governo do Reino Unido culpa a Rússia pelo caso Skripal, mas as autoridades russas negam qualquer envolvimento. Os Estados Unidos se uniram aos britânicos na condenação de Moscou.

Após o anúncio das sanções, o governo britânico parabenizou os EUA pela decisão. "A forte resposta internacional ao uso de armas químicas nas ruas de Salisbury envia uma mensagem inequívoca à Rússia de que seu comportamento provocativo e imprudente será contestado", assinalou o Ministério do Exterior do Reino Unido, em comunicado.

Crise diplomática

O envenenamento do ex-espião provocou uma intensa crise, que levou à expulsão de 150 diplomatas russos de vários países ocidentais, incluindo os Estados Unidos e dois terços dos Estados-membros da União Europeia.

O governo da Rússia, por sua vez, respondeu na mesma moeda. Ao todo, as ordens de expulsão atingiram mais de 300 funcionários diplomáticos em vários países.

O agente nervoso Novichok foi desenvolvido na antiga União Soviética, mas houve experimentos com a substância em outros países. 

As atuais sanções se juntam às impostas à Rússia em março pelo Departamento americano do Tesouro. A medida puniu 19 indivíduos e cinco entidades russas. Na época, o governo americano justificou a punição alegando a participação de Moscou "em ações perversas no mundo todo", incluindo a "tentativa de minar as democracias ocidentais".

CN/ap/afp/rtr/lusa

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