Estônia se torna o 17º país a adotar o euro | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 01.01.2011
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Economia

Estônia se torna o 17º país a adotar o euro

Na virada do ano, o grupo dos países da zona do euro voltou a se ampliar: agora, a moeda comum europeia também é forma oficial de pagamento na Estônia. O governo está entusiasmado, ao contrário de muitos estonianos.

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Moedas estonianas de euro estampam silhueta do país

O euro substituiu a coroa estoniana como moeda corrente no país báltico neste 1º de janeiro de 2011, tornando a Estônia o 17º membro do grupo dos países de moeda comum na Europa. A coroa estoniana havia sido introduzida em substituição ao rublo em 1992, após a independência do país da Rússia.

Com um orçamento quase equilibrado e a dívida pública reduzida, a Estônia, de 1,3 milhão de habitantes, foi a única das três nações bálticas a atender as condições para aderir à zona do euro. Letônia e Lituânia continuam de fora.

Do grupo de nações do leste e do centro da Europa admitidos na União Europeia em 2004, só Eslovênia e Eslováquia haviam adotado a moeda comum.

Estland führt Euro ein Eurogegner Anti Poolamets

Poolamets: campanha contra o euro

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Várias moedas ao longo da história

"Meu avô vivenciou oito moedas diferentes", conta o estoniano Anti Poolamets. " Três durante a época da revolução, a coroa nos anos 1920, depois houve a moeda de ocupação durante o nazismo, seguiram-se diferentes rublos na ocupação soviética, a coroa estoniana e agora o euro!"

Poolamets, jurista e historiador, criou uma campanha na internet contra a introdução do euro. Ele preferiria a manutenção da coroa estoniana como símbolo da independência do jovem país. Além do mais, ele acha que seu governo deveria ter esperado para ver se o euro consegue sair da crise.

Ministério das Finanças contesta

"A coroa estoniana nunca foi uma moeda independente", rebate o ministro das Finanças, Jürgen Ligi. "Desde o início, ela esteve acoplada ao marco alemão e, mais tarde, ao euro. Em 18 anos, nunca mudamos sua cotação. Os alemães e a zona do euro fizeram nossa política cambial e isso foi bom para nossa moeda."

Segundo ele, a introdução do euro como moeda corrente é apenas um pequeno passo e mostra a possíveis investidores a eficiência da política financeira da Estônia. A dívida pública do país é a mais baixa em toda a União Europeia.

Depois de uma severa desaceleração em 2008 e 2009, devido à crise, a economia da Estônia voltou a crescer e as finanças públicas foram consolidadas. A inflação, fator que impediu a introdução do euro em 2007, está abaixo dos 2% ao ano exigidos para entrar na zona do euro.

Estland führt Euro ein Plakat in Tallinn

Cartaz saúda euro na fachada do ministério

Ligi está tão otimista que cobriu parte da fachada de seu ministério com um gigantesco cartaz da moeda comum. "O euro será a moeda da Estônia por muitos anos. Também estamos dispostos a participar, de forma adequada, do fundo de resgate, para ajudar países do euro em crise", disse o ministro à Deutsche Welle.

Menos cédulas, mais moedas

Pesquisas de opinião revelam que uma pequena maioria dos estonianos defende a introdução do euro, embora muitos ainda enfrentem problemas com a nova moeda. "Todas essas moedas são muito desconfortáveis", reclama um motorista de táxi, "terei de providenciar uma nova carteira". Com uma taxa de câmbio de 15 coroas por um euro, os estonianos estavam mais acostumados a lidar com cédulas.

Para a empresária de comunicação Maris Hellrand, as moedas não são o maior problema, já que na maioria dos casos os pagamentos são feitos com cartões de crédito. Também ela se questiona se é correto entrar para a zona do euro num momento de crise da moeda.

Hellrand acha que devido ao euro o custo de vida no país aumentou drasticamente, já nos últimos meses. Para o ministro Ligi, o encarecimento não tem origem no euro e sim nos aumentos dos preços dos alimentos e da energia nos mercados mundiais.

Autor: Bernd Riegert (rw)
Revisão: Marcio Damasceno

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