Espanhóis celebram fim do confinamento em festas de rua | Notícias internacionais e análises | DW | 09.05.2021

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Coronavírus

Espanhóis celebram fim do confinamento em festas de rua

Como no Ano Novo, jovens fazem festas improvisadas ao ar livre, após 14 meses de estado de emergência e toque de recolher na Espanha. Flexibilização também premia queda de taxas de incidência e avanço de vacinações.

Jovens eufóricos em rua noturna

Clima de réveillon na capital

Milhares de jovens tomaram as ruas da Espanha para festejar o fim do estado de emergência no país neste domingo (09/05), dançando e cantando, de bebidas na mão e sem máscaras protetoras. Em Madri, a polícia municipal teve que desobstruir a Porta do Sol, tradicional ponto de encontro, que lembrava um cenário de réveillon. Também na capital catalã, Barcelona, agentes tiveram que interferir para fazer valer o último toque de recolher.

A suspensão entrou em vigor à 00h00 (hora local, sábado 19h00 em Brasília), 14 meses após o governo ter imposto pela primeira severas limitações no dia a dia, na tentativa de combater a pandemia de covid-19. Nesse ínterim, as taxas de incidência se estabilizaram e as vacinações progridem.

Na nova fase da saída gradual do confinamento, o toque de recolher das 23h00 às 06h00 está suspenso em todas as 17 regiões espanholas. Bares e restaurantes poderão receber clientes até a meia-noite; e quem não vive junto também já pode se encontrar em casas ou espaços públicos.

O fim da medida representa um grande alívio para os espanhóis, conhecidos por cultivar uma vida noturna intensa, e em que não se costuma jantar antes das 22h00. Além disso, pela primeira vez em meses, volta a ser possível viajar livremente entre comunidades autônomas, exceto a áreas específicas de alta incidência do coronavírus.

Multidão reunida em Barcelona, em cena noturna festiva

Em Barcelona, juventude sequer quis esperar fim do último toque de recolher

Responsabilidade sobre comunidades autônomas

A nova situação delega às diferentes comunidades a responsabilidade de estabelecer suas próprias restrições, caso haja necessidade de controlar a evolução do novo coronavírus. Várias delas recorreram aos tribunais para impor restrições, especialmente as que afetam a mobilidade.

Assistir ao vídeo 01:00

Brasileiros devem ser barrados no verão europeu

As cortes superiores das Ilhas Baleares, Valência e Catalunha consideram justificado manter o toque de recolher ou limitar as reuniões pela situação sanitária. Mas não o País Basco, baseado na tese que o sistema jurídico não permitiria a adoção de tais medidas fora do estado de emergência. O Tribunal Superior de Justiça de Madri ratificou as medidas sanitárias que restringem a mobilidade em cinco regiões básicas de saúde.

O dispositivo restritivo foi ativado na Espanha em 14 de março de 2020, com uma duração inicial de duas semanas. Apenas 11 dias depois, porém, o Congresso autorizou uma primeira prorrogação, que viria a ser renovada seis vezes até 25 de outubro, quando se aprovou por decreto um estado de alarme final, que só se encerrou neste domingo.

av (EFE,AFP,Reuters,AP,DPA)

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