Equador declara estado de exceção em meio a protestos | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 04.10.2019
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América Latina

Equador declara estado de exceção em meio a protestos

Medida vale por 60 dias e permite acionar militares. Fim do subsídio estatal aos combustíveis levou a manifestações violentas no país, com dezenas de detidos. Moreno diz que intenção dos atos é desestabilizar o governo.

Manifestantes bloqueiam ruas e entram em confronto com a polícia em Quito

Manifestantes bloquearam ruas e entraram em confronto com a polícia em Quito

O presidente do Equador, Lenín Moreno, declarou estado de exceção no país nesta quinta-feira (03/10), em meio a violentos protestos de rua e uma greve nacional dos transportes, que eclodiram após o governo pôr fim ao subsídio estatal aos combustíveis e relaxar leis de proteção trabalhista.

As medidas foram adotadas como parte de um acordo do país com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Moreno afirmou que a intenção dos manifestantes, que protagonizaram confrontos com as forças de segurança e bloquearam ruas e avenidas pelo país, seria desestabilizar o governo.

Ele disse que "se esgotou o mecanismo de diálogo" com os representantes do setor dos transportes, que marcaram uma paralisação nacional em protesto contra o aumento exponencial nos preços dos combustíveis.

"Vínhamos dialogando já há muito tempo, mas a falta de seriedade nos faz presumir que, no melhor dos casos, a intenção, como se torna evidente, é desestabilizar o governo constituído de forma legal e democrática", afirmou Moreno.

O estado de exceção decretado pelo presidente é válido em todo o país por 60 dias e permite, por exemplo, que militares sejam acionados. Segundo o governo, o objetivo é garantir a segurança e a normalidade do funcionamento dos serviços essenciais e das instituições.

Nesta quinta-feira, centenas de estudantes universitários e manifestantes de entidades sociais romperam o isolamento de segurança em torno da sede do governo, o Palácio de Carondelet, em Quito, e entraram em confronto com a polícia. Na capital equatoriana, o bloqueio de avenidas e a greve dos transportes provocaram suspensão das aulas.

Em Guayaquil, capital econômica do país, houve saques a estabelecimentos comercias e públicos em meio à incapacidade das forças de segurança de manter a ordem na cidade. Várias lojas fecharam as portas temendo a ação dos saqueadores.

Cerca de 200 pessoas foram presas nesta quinta-feira durante os protestos, sendo 150 em Guayaquil, informou a ministra do Interior, María Paula Romo. Ela afirma que a maioria das detenções esteve "associada ao roubo e ao vandalismo".

Moreno assegurou que as autoridades "estão controlando quase a totalidade dos focos de violência" no país.

RC/efe/ap

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