Encontrado mosaico de 1.500 anos em Jerusalém | Cultura europeia, dos clássicos da arte a novas tendências | DW | 24.08.2017
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Cultura

Encontrado mosaico de 1.500 anos em Jerusalém

Peça com inscrição em grego pode ajudar na compreensão dos projetos de construção do imperador bizantino Justiniano, o Grande. Placa foi descoberta durante obras para instalar cabos de comunicação na Cidade Velha.

Mosaico descoberto em Jerusalém

Mosaico de 1.500 anos contém nomes do imperador bizantino Justiniano e de um sacerdote ortodoxo

Arqueólogos israelenses apresentaram parte de um piso de mosaico de 1.500 anos com a inscrição em grego dos nomes do imperador bizantino Justiniano, o Grande, e um sacerdote ortodoxo. O mosaico foi descoberto durante obras para instalar cabos de comunicação na cidade antiga de Jerusalém.

David Gellman, diretor da escavação em Jerusalém Oriental, disse que, apesar de a área ser rica em achados arqueológicos, poucos objetos com inscrições dessa natureza foram encontrados. "Texto direto e cartas de pessoas daquela época são relativamente raros", disse.

A inscrição completa diz: "O mais piedoso imperador romano Falvius Justinian e o maior sacerdote e abade amante de Deus, Constantino, ergueram o prédio em que [este mosaico] foi posto durante a 14ª indicção."

A indicção é um método de contar o tempo criado no Império Romano, em ciclos de 15 anos, que era usado para fins tributários. Os arqueólogos sugerem que a inscrição em grego, datada de 550 ou 551 d.C., celebra a fundação de um edifício que se acredita ter sido um albergue para peregrinos perto do Portão de Damasco – uma das entradas da Cidade Velha de Jerusalém.

Flavius Petrus Sabbatius Justinianus (Justiniano, o Grande) foi um dos principais governantes da era bizantina. Constantino, o sacerdote ortodoxo, era o abade da Igreja Nea, a maior igreja em Jerusalém quando foi construída, em 543 d.C., e uma das maiores do Império Romano do Oriente.

Gellman afirmou que o mosaico, com 1,14 metro de comprimento em seu lado mais longo, "nos mostra a forma como igrejas e mosteiros funcionavam na época e torna esta peça única". "Ela nos diz que o abade, o chefe da grande igreja de Jerusalém, não era o responsável apenas por aquela igreja específica", explicou. Os especialistas esperam que a descoberta contribua para a compreensão dos projetos de construção de Justiniano.

O mosaico foi descoberto quase intacto cerca de um metro abaixo do nível da rua, enquanto Gellman e sua equipe faziam uma escavação de rotina antes da chegada de trabalhadores para colocar cabos de comunicação.

"Estávamos muito perto de fechar a escavação quando notei algumas das pedras de mosaico, que estavam num ângulo diferente e pareciam ser um pouco mais escuras", contou Gellman. "Limpei aquele pequeno canto e descobrir ser o canto inferior esquerdo da própria inscrição. Naquele momento, percebi que tínhamos um achado muito especial aqui."

"O fato de a inscrição ter sobrevivido é um milagre arqueológico", disse Gellman. "Todo arqueólogo sonha em encontrar uma inscrição em suas escavações, especialmente uma tão bem preservada e quase inteiramente intacta." O mosaico, descoberto há algumas semanas, foi apresentado à imprensa nesta quarta-feira (23/08).

PV/rtr/afp/dpa

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