Empresários alemães prevêem bons negócios no Iraque | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 22.07.2008
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Economia

Empresários alemães prevêem bons negócios no Iraque

Expectativa é de crescimento percentual de dois dígitos nos negócios entre Alemanha e Iraque nos próximos anos. Primeiro-ministro Nouri Al-Maliki visita Berlim com o objetivo de atrair investimentos para seu país.

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Primeiro-ministro Al-Maliki pede mais investimentos alemães no Iraque

O diretor de Comércio Exterior da Confederação Alemã das Câmaras de Indústria e Comércio (DIHK), Axel Nitschke, vê boas oportunidades de negócios para os empresários alemães no Iraque. "Nos anos 60 e 70, a Alemanha foi um dos principais parceiros econômicos do Iraque. Isso poderá ser retomado", declarou Nitschke à edição desta terça-feira (22/07) do jornal Passauer Neue Presse.

A declaração foi dada no início da visita a Berlim do primeiro-ministro iraquiano, Nouri Al-Maliki. Durante os dois dias em que ficará na Alemanha, Al-Maliki se encontrará com a chanceler federal Angela Merkel e com o ministro das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier. O governo alemão já sinalizou que pretende melhorar suas relações com o Iraque.

Mais investimentos

Há pouco mais de uma semana, o ministro da Economia, Michael Glos, viajou a Bagdá. Foi a primeira viagem de um integrante do governo alemão à capital iraquiana desde a Guerra do Iraque. Glos ouviu do vice-presidente iraquiano, Tarik Al-Hashemi, um pedido para que as empresas alemãs invistam mais no Iraque.

Também Al-Maliki defendeu uma maior participação alemã na reconstrução do Iraque. "Temos de reconstruir um país e os alemães são famosos por trabalhar bem e por ser eficientes. Queremos que participem da reconstrução", declarou em entrevista ao semanário Der Spiegel.

Para Nitschke, o potencial é enorme. Segundo ele, o Iraque está próximo da centésima posição entre os principais parceiros comerciais da Alemanha. No ano passado, exportadores alemães faturaram cerca de 320 milhões de euros em negócios com o Iraque.

"Para os próximos anos, esperamos um crescimento percentual de dois dígitos", disse Nitschke. A principal barreira à presença alemã no Iraque continua sendo a falta de segurança. "O risco de trabalhar no Iraque com trabalhadores alemães ainda é muito alto." Segundo ele, muitas empresas estão instaladas na Jordânia e possuem parceiros no Iraque.

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