Embaixador da Rússia é morto a tiros na Turquia | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 19.12.2016
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Mundo

Embaixador da Rússia é morto a tiros na Turquia

Ministério do Exterior russo confirma morte de diplomata após ataque em galeria de arte em Ancara. Atirador é identificado como um policial fora de serviço e gritou "não esqueçam Aleppo!" ao efetuar disparos.

Karlov foi baleado ao discursar em galeria de arte

Karlov foi baleado ao discursar em galeria de arte

O embaixador da Rússia na Turquia, Andrei Karlov, morreu após ter sido baleado por um desconhecido no início da noite desta segunda-feira (19/12) na capital, Ancara, confirmou uma porta-voz do Ministério do Exterior russo.

O ataque ocorreu quando Karlov, de 62 anos, discursava na abertura de uma exposição fotográfica numa galeria de arte. A agência de notícias Anadolu afirmou que o responsável pelo ataque foi "neutralizado".

Fotos publicadas pelo jornal turco Hurriyet mostram ao menos dois homens de terno deitados no chão enquanto outro homem segurava uma arma. O ministro do Interior da Turquia, Süleyman Soylu, confirmou que o homem que assassinou o embaixador russo era um policial que fazia parte das forças especiais da capital.

Nascido em 1994, em Söke, uma cidade no oeste da Turquia, o atirador foi identificado como Mevlüt Mert Altintas. Ele estava há mais de dois anos nas forças especiais, afirmou o ministro em entrevista coletiva. Após o ataque, a polícia invadiu a sala onde estava o embaixador e matou o atirador. 

O Ministério do Exterior russo confirmou que o embaixador, na Turquia desde 2013, foi hospitalizado após ter sido gravemente ferido, mas não resistiu aos ferimentos. 

"Quando o embaixador fazia um discurso, um homem alto que usava um terno disparou primeiro para o ar e depois apontou para o embaixador", disse Hasim Kilic, correspondente do jornal Hurriyet, à agência de notícias AFP. "Ele mencionou algo sobre 'Aleppo' e 'vingança'", acrescentou.

Imagens na internet mostram que o atirador gritou em árabe "Não esqueçam Aleppo! Não esqueçam a Síria!". Ele também gritou Allahu akbar, a expressão árabe para "Deus é grande".

O ataque aconteceu na galeria de arte Cagdas Sanatlar Merkezi, no distrito de Cankaya, onde estão localizadas várias embaixadas estrangeiras, incluindo a da Rússia. O atirador, que vestia terno e gravata, disparou oito tiros, segundo testemunhas.

O porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, afirmou às agências de notícias que o presidente Vladimir Putin já tomou conhecimento do atentado e que irá se reunir com os serviços de inteligência.

O ataque ocorreu após dias de protestos na Turquia sobre o papel da Rússia na Síria, embora Moscou e Ancara estejam trabalhando em conjunto para retirar cidadãos de Aleppo. Manifestantes na Turquia acusaram Moscou de violar direitos humanos em Aleppo.

A Rússia apoiar militarmente o regime de Bashar al-Assad, enquanto a Turquia se posiciona ao lado dos rebeldes que tentam derrubar o presidente sírio. Ataques aéreos russo foram fundamentais para o avanço das tropas do governo na parte oriental de Aleppo.

TMS/afp/rtr/ap

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