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Alemanha supera 19 mil casos diários de covid-19

31 de outubro de 2020

Total de infecções ultrapassa 500 mil. Às vésperas de início de lockdown parcial, governos regionais intimam hóspedes a deixar hotéis, e algumas administrações pedem que turistas saiam de seu estado.

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Pessoas de máscara numa zona de pedestres
Lockdown parcial na Alemanha prevê fechamento de restaurantes, bares, academias, teatros, cinemas e piscinas públicasFoto: Christoph Hardt/Geisler-Fotopres/picture-alliance

A Alemanha registrou neste sábado (31/10) um novo recorde de casos diários, com mais de 19 mil novas infecções por coronavírus, de acordo com o Instituto Robert Koch (RKI), a agência governamental alemã de controle e prevenção de doenças infecciosas. Nas últimas 24 horas, foram relatados 19.059 novos contágios – após 18.681 casos contabilizados no dia anterior.

O número total de infeções no país desde o início da pandemia subiu para 518.753, e a cifra de mortes relacionadas ao novo coronavírus chegou a 10.452 – 103 a mais que no dia anterior. Segundo o RKI, o número de pessoas recuperadas é de cerca de 351,2 mil.

No entanto, as autoridades alertam que testes são realizados com muito mais frequência que durante o último pico da doença no país, meio ano atrás, fazendo com que seja difícil dizer com certeza que os números atuais são, de fato, um novo recorde.

A nova cifra ganha significado especial após a chanceler federal alemã, Angela Merkel, ter alertado no fim de setembro que novos casos poderiam atingir uma marca diária superior a 19 mil até o Natal. Muitos zombaram do prognóstico. Na época, as autoridades reportavam pouco mais de 2 mil novas infecções diárias no país.

Lockdown parcial

Merkel garantiu liberar ajuda rápida às empresas enquanto o país se prepara para um lockdown parcial, que entra em vigor nesta segunda-feira.

Na quarta-feira, o governo federal e os 16 estados alemães acertaram um lockdown parcial de um mês de duração, que inclui o fechamento de restaurantes, bares, academias, teatros, cinemas e piscinas públicas.

A partir da próxima semana, reuniões privadas serão limitadas a dez pessoas de no máximo duas residências diferentes. Shows e eventos semelhantes terão que ser cancelados. Já eventos esportivos profissionais serão permitidos apenas sem espectadores.

"Não estamos abandonando companhias e negócios que estiveram em dificuldades por causa da atual crise", assegurou Merkel em um podcast divulgado neste sábado. "Queremos ajudar de forma rápida e sem burocracia."

Ela afirmou que consultaria líderes do empresariado nesta quarta-feira sobre novas formas de mitigar os efeitos da crise. A chanceler defendeu as medidas "duras", que foram criticadas pelas indústrias de serviços e gastronomia, apontando para os 10 bilhões de euros (R$ 67 bilhões) adicionais de auxílio que o governo prometeu gastar.

“A segunda onda da pandemia torna necessário agir rapidamente e decisivamente", disse a chefe de governo. "Temos que parar o rápido aumento do número de infecções antes de nosso sistema de saúde ficar sobrecarregado", acrescentou.

Recursos judiciais

Empresários de setores como de gastronomia e diversão já entraram com os primeiros recursos judiciais contra as novas restrições em um tribunal de Berlim.

O turismo também foi limitado em vários estados alemães. A partir de segunda-feira, hotéis estão proibidos de acolher turistas. Neste sábado, o governo da Baviera anunciou que turistas teriam de deixar os hotéis na manhã de segunda-feira. Já os governos de Schleswig-Holstein e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental determinaram que os turistas deixem o estado na próxima semana.

MD/afp/dpa