Em discurso, Obama tenta elevar a autoestima dos norte-americanos | Notícias internacionais e análises | DW | 26.01.2011
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Mundo

Em discurso, Obama tenta elevar a autoestima dos norte-americanos

Discurso do Estado da União do presidente dos Estados Unidos durou uma hora, foi focado em assuntos internos e desafios globais. Obama tentou unir políticos para que país continue na liderança global.

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Discurso de Obama no Congresso

O timbre da voz do presidente Barack Obama em seu Discurso do Estado da União, nesta terça-feira (25/01), não teve a mesma eloquência que o anúncio de sua entrada no Congresso norte-americano. Num ritmo mais suave e ora bem-humorado, Obama se dirigiu à nação com argumentos convincentes de que o país pode mais.

As primeiras palavras foram em homenagem à deputada Gabrielle Giffords, que ficou gravemente ferida num atentado no começo janeiro. O incidente e sua cadeira vazia trariam à tona uma característica dos norte-americanos, analisou Obama. "Não importa quem somos ou de onde viemos, cada um de nós é parte de algo maior, maior do que partidos políticos, somos parte da família americana."

Ao longo de todo seu discurso, o presidente tentou impulsionar a autoestima norte-americana e convencer, mais uma vez, que o país pode tudo – numa referência ao bordão que o elegeu. Na pauta, assuntos internos urgentes que devem passar por votação no Congresso e que, segundo Obama, "colocam no centro da discussão não os partidos políticos, mas o futuro dos Estados Unidos.

Um mundo diferente

Barack Obama citou um dos grandes desafios da nação: "É saber se iremos manter a liderança norte-americana que fez do país não só um lugar no mapa, mas uma luz no mundo." Entre alguns feitos de seu governo que possibilitaram o início da recuperação econômica, o presidente lembrou que os cidadãos viveram "mudanças doloridas", e que agora a competição se estende muito além das fronteiras.

"Nesse meio tempo, países como China e Índia perceberam que, com essas mudanças, elas poderiam competir nesse novo mundo." O Congresso ouviu um chamado à criatividade, inovação, para que os Estados Unidos continuem criando ideias bem-sucedidas como Google e Facebook, nesse que foi classificado como "momento Sputnik da nossa época".

Metas internas

Uma das propostas de Obama para conduzir o país a essa nova era é o corte de subsídios para a indústria petrolífera. "Vamos deixar de investir na energia de ontem e investir no futuro". O presidente quer colocar um milhão de carros elétricos nas ruas até 2015 e possibilitar que, até 2035, 80% das casas sejam abastecidas com energia de fonte renovável.

O presidente também quer reforçar o sistema educacional do país, onde apenas 25% dos estudantes finalizam o ensino médio. Obama conclamou a população a não discriminar os filhos de imigrantes ilegais que frequentam as escolas do país, que são confrontados todos os dias "com a ameaça da deportação".

Os Estados Unidos também querem investir em infraestrutura – a China destina 9% do PIB na área, Europa 5% e EUA apenas 2%. Obama disse que o Congresso receberá em breve a proposta do novo orçamento, e defendeu o corte nos gastos para reduzir o déficit público e a redução de benefícios fiscais para os mais ricos, numa disputa que deve polarizar a instituição.

Relações com o mundo

Barack Obama pediu aos congressistas para que aprovem o acordo comercial com a Coreia do Sul "o mais rápido possível" – segundo o presidente, ele criará 70 mil empregos no país.

Mais ao fim de seu discurso, o líder ressaltou a importância de um maior engajamento nas relações externas – e prometeu visitar o Brasil em março para buscar novos pactos.

"Nenhuma parede separa o leste do oeste", analisou Obama sobre a interdependência das economias, políticas externas e segurança. O presidente lembrou que "a guerra no Iraque está chegando ao fim" e prometeu o início da retirada das tropas do Afeganistão a partir de julho.

Enquanto falava sobre a guerra contra o radicalismo islâmico e o terrorismo, o presidente ressaltou, no entanto, que os Estados Unidos continuam sendo o país da liberdade e que "os muçulmanos norte-americanos são parte da família americana".

O chefe de governo pediu que Coreia do Norte abandone suas armas nucleares e assegurou que seu governo continuará liderando as negociações para que armas desse tipo nunca caiam nas mãos de terroristas.

Contando o exemplo de cidadãos norte-americanos, até então anônimos, e presentes na plateia, Obama finalizou seu discurso afirmando que os Estados Unidos continuam sendo "a terra onde tudo é possível, a terra dos sonhos", ainda no esforço para elevar a autoestima de sua nação.

Autora: Nádia Pontes
Revisão: Roselaine Wandscheer

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