1. Pular para o conteúdo
  2. Pular para o menu principal
  3. Ver mais sites da DW
Brasilien | Tycoon Eike Batista
Eike Batista em foto de 2016: empresário foi detido ao desembarcar no Rio nesta segundaFoto: picture-alliance/Estadao Conteudo/F. Motta
Criminalidade

Eike Batista é preso ao desembarcar no Rio

30 de janeiro de 2017

Empresário voa de Nova York para o Rio depois de entrar na lista de procurados da Interpol. Ele é suspeito de pagar milhões de dólares em propinas a ex-governador Sérgio Cabral.

https://p.dw.com/p/2WcZU

O empresário Eike Batista foi preso nesta segunda-feira (30/01) ao desembarcar no Aeroporto Internacional Tom Jobim-Galeão, no Rio de Janeiro, em um voo proveniente de Nova York. Ele foi levado ao Instituto Médico-Legal (IML) para exame de corpo de delito antes de ser encaminhado ao presídio Ary Franco.

Eike entrou na lista de procurados pela Interpol na última quinta-feira, quando agentes da PF fizeram uma busca em sua casa, mas não o encontraram. O empresário é suspeito de lavagem de dinheiro num esquema de corrupção envolvendo o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, que está preso.

Os advogados disseram que Eike foi a Nova York a trabalho e que voltaria ao Brasil para se entregar, mas a PF o considerou foragido e a Interpol incluiu o nome dele na lista vermelha de captura internacional. Eike embarcou no Aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, neste domingo, em um voo da American Airlines.

"Meu sentimento é que tem que se mostrar o que é. Está na hora de passar as coisas a limpo", afirmou Eike ainda no aeroporto em Nova York ao programa "Fantástico", da TV Globo.

O empresário teve a prisão decretada no âmbito da Operação Eficiência, desdobramento da Operação Calicute, a atual fase da Lava Jato no Rio. De acordo com dois doleiros que fizeram acordos de delação, Eike teria pago 16,5 milhões de dólares a Cabral em troca de benefícios em obras e negócios do grupo EBX, do qual é proprietário.

O dinheiro teria sido depositado numa conta movimentada por operadoras de Cabral no Uruguai. A operação foi justificada com uma simulação de compra e venda de uma mina de ouro. 

Eike já foi considerado o homem mais rico do Brasil e, em 2012, o sétimo mais rico do mundo pela revista Forbes.

KG/abr/ots

Pular a seção Mais sobre este assunto
Pular a seção Conteúdo relacionado

Conteúdo relacionado