Egito exibe restauração do sarcófago de Tutancâmon | Cultura europeia, dos clássicos da arte a novas tendências | DW | 04.08.2019
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Cultura

Egito exibe restauração do sarcófago de Tutancâmon

Como parte dos esforços para reavivar seu abalado setor turístico, Cairo expõe a primeira restauração da relíquia descoberta em 1922. Esquife dourado do faraó morto aos 18 anos integrará o Grande Museu Egípcio.

Sarcófago do faraó Tutancâmon sob tenda plástica, no Grande Museu Egípcio do Cairo. Ao lado, mulher de jaleco e véu islâmico digita em aparelho

Camadas externas do sarcófago de Tutancâmon apresentam rachaduras há décadas

O Egito apresentou ao público, neste domingo (04/08), o célebre sarcófago do rei Tutancâmon, exibindo a primeira restauração do ataúde dourado, desde sua descoberta, em 1922.

"Estamos lhes mostrando um artefato histórico único, não só para o Egito, mas para o mundo", declarou o ministro de Antiguidades Khaled el-Enany, durante coletiva de imprensa no novo Grande Museu Egípcio, no Cairo. Com vista para as Pirâmides de Gizé, ele será inaugurado no fim de 2020.

O trabalho de restauração do sarcófago do jovem faraó começou em meados de julho, e estima-se que levará cerca de oito meses para se completar. O tesouro arqueológico é em três camadas; segundo Enany o que exigirá mais tempo é a restauração do esquife exterior, de madeira dourada, com 2,23 metros de comprimento, pois "o estado de conservação é muito frágil, ele nunca foi restaurado".

Já desde o século 20, as camadas de gesso dourado começaram a rachar, sobretudo na tampa e na base. Após ser removido do Vale dos Reis em Luxor, no Sul do Egito – onde o arqueólogo inglês Howard Carter o descobriu, 97 anos atrás –, o sarcófago foi transferido para o Grande Museu. Lá será exibido ao lado de outros tesouros e artefatos encontrados na câmara fúnebre do faraó.

Tutancâmon nasceu em 1341 a.C. e subiu ao trono com nove anos, reinando até a morte, aos 18 ou 19 anos de idade. Sua famosa máscara fúnebre, de ouro maciço e encrustada com pedras semipreciosas, foi restaurada recentemente. Em 2014, empregados do Museu Egípcio do Cairo lhe haviam quebrado a barba e tentaram consertá-la com cola epóxi.

Nos últimos meses, o Egito tem revelado ao mundo uma série de descobertas antigas, na esperança de reanimar sua abalada indústria turística, uma importante fonte de divisas. O setor sofre forte impacto devido à insegurança que perdura desde a rebelião popular que em 2011 derrubou Hosni Mubarak, presidente egípcio por quase 30 anos.

AV/ap,afp,dpa

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