Dois jihadistas da célula ″Beatles″ do EI são presos na Síria | Notícias internacionais e análises | DW | 09.02.2018
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Terrorismo

Dois jihadistas da célula "Beatles" do EI são presos na Síria

Britânicos integravam célula do "Estado Islâmico" conhecida como "Os Beatles" e responsável pelas mortes de reféns estrangeiros. Líder "Jihadi John" era conhecido pelos vídeos de atrocidades divulgados na internet.

Apelidado de Os Beatles, grupo teria cometido mais de 20 execuções de reféns estrangeiros entre 2014 e 2015

Apelidado de "Os Beatles", grupo teria cometido mais de 20 execuções de reféns estrangeiros entre 2014 e 2015

Dois jihadistas britânicos da organização extremista "Estado Islâmico" (EI) foram capturados na Síria, afirmou nesta quinta-feira (08/02) um oficial da Defesa americana. Ambos seriam membros da célula de execução conhecida como "Os Beatles" e responsável pela morte de reféns estrangeiros

Alexanda Amon Kotey e El Shafee el-Sheikh, ambos cúmplices de Mohammed Emwazi, o jihadista britânico conhecido como "Jihadi John", foram capturados no início de janeiro pelas Forças Democráticas Sírias – aliados da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos para combater o EI na Síria – no leste do país, segundo o militar americano.

Leia também: Quais são as forças que combatem na Síria?

"El-Shafee el-Sheik e Kotey representam uma pequena parte das centenas de terroristas estrangeiros do EI de vários países que foram capturados no campo de batalha pelas Forças Democráticas Sírias no leste da Síria desde outubro de 2017", afirmou o militar. Ambos são acusados de terem atuado como carcereiros e intérpretes e de estarem envolvidos na detenção, tortura e execução de reféns ocidentais do EI.

O britânico Jihadi John ficou conhecido pelos vídeos das execuções na internet, onde aparecia degolando os reféns

O britânico "Jihadi John" ficou conhecido pelos vídeos das execuções na internet, onde aparecia degolando os reféns

No ano passado, o Departamento de Estado americano afirmou que Kotey era suspeito de tomar parte nas execuções, utilizando "métodos de tortura excepcionalmente cruéis, que incluíam choques e afogamentos". O jihadista de 34 anos, que cresceu em Londres, é um muçulmano convertido que possui nacionalidades britânica, ganesa e cipriota. A família de El-Sheikh, de 29 anos, chegou ao Reino Unido nos anos 1990, fugindo de conflitos em seu país de origem, o Sudão.

O líder do grupo, Jihadi John, foi morto em 2015 num bombardeio da coalizão internacional. Ele ficou conhecido pela divulgação de vídeos das execuções na internet, onde aparecia degolando os reféns. Entre suas vítimas estavam os jornalistas americanos James Foley e Steven Sotloff, o japonês Kenji Goto e os funcionários de organizações humanitárias David Haines e Alan Henning.

O outro membro da célula de execução, Aine Davis, foi condenado na Turquia, no ano passado, por acusações de terrorismo.

O grupo foi apelidado de "Os Beatles" pelos seus reféns, em razão do sotaque britânico e por serem quatro. Eles teria cometido mais de 20 execuções de reféns estrangeiros entre 2014 e 2015 e recebido milhões de dólares em pagamentos de resgate. Os reféns sobreviventes relataram que recebiam agressões, choques com armas taser e afogamentos.

RC/lusa/afp

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