Cuba libera acesso à internet via celular | Notícias sobre a América Latina e as relações bilaterais | DW | 07.12.2018
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Tecnologia

Cuba libera acesso à internet via celular

Estatal de telecomunicações passa a oferecer serviço de dados móveis a todos os cidadãos. País era um dos últimos no mundo que ainda não permitia o uso desta tecnologia. Preço alto deve restringir acesso a poucos.

Cubano usa smartphone para se conectar à internet em Havana

Usuários receberam mensagens sobre o novo serviço

Cuba liberou a partir desta quinta-feira (06/12) o acesso à internet via celular com tecnologia 3G para todos os seus cidadãos. Pela primeira vez, os cubanos puderam adquirir o serviço de dados móveis. O país era um dos últimos do mundo que ainda não permitia o uso desta tecnologia.

Desde o início da manhã, a estatal de telecomunicações Etecsa começou a enviar mensagens de texto para avisar aos clientes que eles já podem comprar pacotes de acesso à internet.

Até agora, os cubanos podiam usar seus celulares somente para acessar um serviço de e-mail, controlado pelo governo. Para ter acesso à internet pelo aparelho, eles precisavam se conectar num dos 1,2 mil pontos Wi-Fi públicos. Já funcionários do governo e estrangeiros que fazem negócios na ilha podiam acessar a rede 3G em seus smartphones.

O novo serviço está sendo disponibilizado gradualmente nos próximos dias, dependendo do número do usuário. A medida visa evitar o congestionamento que atingiu a rede móvel de Cuba durante as três fases de testes realizadas pela companhia neste ano.

O valor do serviço, no entanto, deve restringir o acesso a poucos. A Etecsa oferece pacotes mensais de 600 megabytes por cerca de sete dólares (pouco mais de 27 reais) e de quatro gigabytes por 30 dólares (116 reais). O preço é alto para a maioria dos cubanos que recebem entre 30 e 50 dólares por mês.

O lançamento deixou alguns cubanos frustrados devido ao valor dos pacotes. "Os preços são um pouco altos, mas talvez, se houver muitos se inscrevendo para usar o serviço, os preços caiam", afirmou Idalmist Mendoza, funcionário de uma casa de câmbio.

"Para mim é muito benéfico porque não tenho telefone fixo nem acesso à internet em casa. É um pouco cara, mas é preciso fazer sacrifícios", afirmou Henry, um técnico de informática que deixou seu emprego no setor estatal, onde o salário médio não supera 30 dólares mensais.

A internet não costuma ser censurada em Cuba. O governo, no entanto, bloqueia um pequeno número de sites, como as emissoras de rádio e televisão Marti, fundadas nos Estados Unidos, e alguns que defendem a mudança de regime na ilha comunista.

Segundo dados do governo, cerca de 5,3 milhões de cubanos possuem telefones celulares, um pouco menos da metade da população do país, de 11,2 milhões. Cuba tem uma das menores taxas de uso da internet do mundo, mas o serviço começou a se expandir nos últimos anos.

Há três anos, o governo cubano implementa uma "política de informatização" para corrigir o atraso histórico a respeito do resto do mundo quanto a conexão e tecnologias, dentro da qual autorizou também neste ano a comercialização de internet nos lares, antes só permitido a alguns profissionais.

A ativação da tecnologia 3G, que hoje só cobre 66% do território cubano, mantinha-se como o maior desafio para o Estado, que prometeu que até o fim deste ano seria possível acessar a internet de um telefone celular.

A conexão livre, rápida e barata à internet é ainda um assunto pendente. A banda larga é muito fraca na ilha. Recentemente foi noticiado sobre negociações para agilizar a conexão com empresas tecnológicas estrangeiras, entre elas o Google, porém, não houve resultados concretos e nem confirmação por parte do governo cubano.

CN/efe/afp/ap

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