Covid-19: Macron anuncia novo confinamento na França | Notícias internacionais e análises | DW | 28.10.2020

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Coronavírus

Covid-19: Macron anuncia novo confinamento na França

Para conter aumento dos casos e mortes por coronavírus, presidente decreta lockdown parcial em todo o país, incluindo fechamento de restaurantes e bares. "Fiquem em casa o máximo possível e respeitem as regras", pede.

O presidente da França, Emmanuel Macron, fala em discurso na televisão

Macron prevê que segunda onda será ainda "mais difícil e mortal que a primeira"

O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta quarta-feira (28/10) a imposição de um novo lockdown nacional para conter o avanço da covid-19 no país, que enfrenta uma intensa segunda onda de contágio. As medidas vão durar pelo menos até 1º de dezembro.

"Como em toda a Europa, estamos sobrecarregados pela repentina aceleração da pandemia", disse o líder francês em discurso transmitido pela televisão. "O vírus está se espalhando pela França a uma velocidade que mesmo os mais pessimistas não previram."

Segundo o presidente, a segunda onda de infecções "provavelmente será ainda mais difícil e mortal do que a primeira", e por isso é preciso dar um "freio brutal nos contágios". "Vamos conseguir, todos nós juntos", declarou.

Macron também admitiu que o toque de recolher imposto há duas semanas em Paris e outras cidades importantes do país não foi capaz de impedir um avanço rápido das infecções pelo coronavírus, que já deixaram mais de 35 mil mortos em território francês. "Se não fizéssemos nada agora, dentro de alguns meses teríamos pelo menos mais 400 mil mortes", alertou.

A partir de sexta-feira, os franceses só poderão deixar suas casas por motivos profissionais essenciais ou por razões médicas. Declarações por escrito serão exigidas nesses casos. "Fique em casa o máximo possível e respeite as regras", pediu o presidente.

Além disso, bares, restaurantes e outros estabelecimentos comerciais não essenciais serão fechados. Enquanto isso, "fábricas, propriedades rurais e obras públicas continuarão a funcionar. A economia não deve parar nem entrar em colapso", disse Macron. Ele pediu ainda que a população retorne ao esquema de trabalho remoto em tempo integral quando for possível.

As escolas, por sua vez, permanecerão abertas, enquanto as universidades – origem de vários surtos de contágio desde setembro – terão apenas aulas online. Diferentemente do primeiro lockdown, ainda serão permitidas visitas a asilos e centros de dependência.

O presidente afirmou que as fronteiras internas da França no espaço europeu permanecerão abertas "e, com algumas exceções, as externas continuarão fechadas". Mas os franceses no exterior poderão retornar ao país, e todos os viajantes que chegarem serão testados rapidamente.

O governo francês avaliará a evolução da pandemia a cada 15 dias e decidirá, se necessário, sobre a aplicação de novas restrições ou, se a situação melhorar, a suspensão delas. Mais detalhes das novas medidas serão anunciados nesta quinta-feira, afirmou Macron.

A França viu um aumento nas infecções durante o verão, mas as hospitalizações e mortes permaneceram baixas, então a população foi incentivada a voltar às escolas e ao trabalho. À medida que os hospitais voltaram a se sobrecarregar, o governo impôs medidas modestas, como fechamento de bares e toques de recolher, nas últimas semanas, mas elas não foram suficientes.

Segundo a agência de saúde pública francesa, o país registrou nesta quarta-feira mais de 36 mil novos casos de infecção e 244 mortes ligadas ao coronavírus. Ao todo, mais de 35 mil pessoas morreram e 1,2 milhão foram infectadas, o que torna a França o quinto país do mundo com mais casos, atrás de Estados Unidos, Índia, Brasil e Rússia.

EK/afp/ap/efe/rtr

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