Europa enfrenta alta alarmante de mortes por covid-19 | Notícias internacionais e análises | DW | 27.10.2020

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Coronavírus

Europa enfrenta alta alarmante de mortes por covid-19

Em meio a uma segunda onda de infecções, países europeus batem recordes de óbitos pelo coronavírus em meses. Número de mortes diárias no continente aumentou quase 40% em relação à semana anterior, diz OMS.

Casal de máscara anda nas ruas de Paris, com a Torre Eiffel ao fundo

No fim de semana, a Europa se tornou a segunda região do mundo a superar 250 mil óbitos pelo coronavírus

Em meio a uma intensa segunda onda de casos de covid-19, a Europa voltou a enfrentar aumentos preocupantes nos números de mortes ligadas à doença, com alguns países batendo recordes em meses. No fim de semana, o continente superou 250 mil óbitos pelo coronavírus.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as mortes diárias por covid-19 em território europeu aumentaram quase 40% na última semana, em comparação com a semana anterior.

Em entrevista à emissora britânica BBC, a porta-voz da entidade Margaret Harris afirmou que França, Espanha, Reino Unido, Holanda e Rússia são responsáveis pela maioria das ocorrências. "A preocupação é que as unidades de terapia intensiva nos hospitais estão agora começando a se encher de pessoas muito doentes", alertou.

Nesta terça-feira, a França registrou 523 óbitos em decorrência do coronavírus em 24 horas – o maior número diário no país desde 22 de abril, segundo o Ministério da Saúde francês. A cifra inclui mortes em hospitais, que são reportadas diariamente, e outras 235 mortes ocorridas em lares de idosos nos últimos quatro dias, mas apenas computadas nesta terça-feira.

O país notificou ainda 33.417 novos casos de infecção, após ter registrado um recorde de 52 mil contaminações em 24 horas no último domingo. Ao todo, a França já soma mais de 1,19 milhão de infectados e 35 mil mortos.

O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que fará um pronunciamento na televisão na noite desta quarta-feira, para o qual se espera o anúncio de novas medidas restritivas para conter o avanço da doença.

Por sua vez, o Reino Unido, que é o país europeu com mais mortos, registrou mais 367 vítimas nesta terça-feira, seu número mais alto em um dia desde o fim de maio.

Os óbitos no país enfrentam tendência de alta neste mês, com a cifra desta terça-feira se aproximando dos 374 mortos registrados em 30 de março, após uma semana de um lockdown nacional que paralisou grande parte do território britânico.

Depois de uma trégua no verão europeu, as mortes voltaram a subir, e "é provável que [essa tendência] continue por algum tempo", afirmou Yvonne Doyle, diretora médica da agência governamental de saúde pública da Inglaterra, em comunicado.

O Reino Unido registrou ainda 22.885 novos casos de coronavírus em 24 horas, elevando o total de infectados para mais de 920 mil. Ao todo, mais de 45 mil pessoas morreram no país.

A Itália, outro país europeu que viveu uma primeira onda devastadora na pandemia, relatou 221 mortes nesta terça, recorde desde meados de maio. O total de óbitos chega agora a 37,7 mil.

O país ainda bateu o recorde de casos diários de infecção desde o início da epidemia, ao registrar 21.994 contaminações em 24 horas nesta terça-feira. O recorde anterior havia sido batido no domingo, com 21.273 casos. Ao todo, mais de 564 mil pessoas contraíram o vírus.

Já a Rússia – o quarto país do mundo com mais infectados, atrás de Estados Unidos, Índia e Brasil – também registrou seu recorde diário de óbitos, com 320 vítimas confirmadas em 24 horas. O total de mortos já chega a 26 mil, enquanto os casos de covid-19 somam 1,5 milhão.

O aumento das mortes no país fez o governo russo endurecer as restrições para conter a doença, incluindo o uso de máscaras em espaços públicos. A partir desta quarta-feira, a proteção deverá ser usada em áreas movimentadas, transporte público, táxi e elevadores. Eventos públicos estarão proibidos entre 23h e 6h, e cafés e restaurantes deverão fechar suas portas nesse mesmo horário.

Medidas de contenção e toques de recolher estão sendo anunciados também em vários países, que temem uma piora ainda mais grave da pandemia conforme o inverno se aproxima.

Margaret Harris, da OMS, afirmou que a eficácia dessas novas restrições só poderá ser analisadas em cerca de duas semanas. "Veremos a redução dos casos, mas não da noite para o dia", disse a porta-voz, que prevê um índice de mortes menos trágico do que o registrado em abril.

Ao todo, a Europa já soma mais de 8,78 milhões de casos de covid-19, sendo Rússia, França, Espanha, Reino Unido e Itália os países com maiores números absolutos, segundo o Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC).

Já as mortes ligadas ao coronavírus passam de 255 mil no continente, com Reino Unido, Itália, Espanha, França e Rússia liderando as ocorrências de vítimas.

A marca de 250 mil óbitos foi ultrapassada no último sábado, tornando a Europa a segunda região do mundo a superar tal número, depois da América Latina.

EK/afp/ap/dpa/rtr/ots

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