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Verschleierte Frau und eine Polizistin in Berlin 13.01.2013
"A burca não pertence à Alemanha", disse Thorsten Frei, vice-líder da bancada parlamentar da CDU no BundestagFoto: picture-alliance/dpa/F. Schuh
Sociedade

Conservadores alemães pedem proibição da burca

2 de agosto de 2019

Políticos do partido de Angela Merkel defendem que país siga exemplo da Holanda, que passou a proibir uso em público de vestimentas islâmicas que cobrem o rosto. Pesquisa mostra que 54% dos alemães apoiariam medida.

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Após a Holanda começa a aplicar uma proibição do uso de vestimentas islâmicas que cobrem o rosto, como a burca e o niqab, os conservadores do partido da chanceler federal Angela Merkel passaram a pedir a adoção de uma lei similar na Alemanha.

Julia Klöckner, ministra da Agricultura e uma das vice-líderes da União Democrata-Cristã (CDU), reiterou suas críticas às vestimentas e voltou a defender uma proibição. "Permitir o véu de corpo inteiro não tem nada a ver com tolerância, mas é ignorância em relação a mulheres e meninas", afirmou a política, em entrevista publicada nesta sexta-feira (02/08) no jornal Passauer Neuen Presse.

"Não se trata de um pedaço de tecido, mas de toda a imagem de gênero expressa por meio dele", explicou. "Nossa Constituição é totalmente clara", acrescentou Klöckner. "Homens e mulheres têm igual valor e direitos iguais."

Considerada há algum tempo uma das possíveis candidatas à sucessão da chanceler federal alemã, Angela Merkel, Klöckner fez há três anos uma campanha pela proibição do niqab (véu que só deixa os olhos de fora) e burca (cobrindo o rosto e o corpo) - nas discussões políticas no país, ambas as vestimentas costumam ser chamadas simplesmente de "burca".

Embora a proibição dessas vestimentas não seja considerada algo constitucionalmente possível no país, correligionários de Klöckner se solidarizaram a ela na reivindicação. "A burca não pertence à Alemanha", disse Thorsten Frei, vice-líder da bancada parlamentar da CDU no Bundestag (Parlamento). "Isso contradiz decididamente nossos valores e imagem de humanidade."

Uma pesquisa do instituto YouGov divulgada nesta sexta-feira revelou que 54% dos entrevistados na Alemanha apoiariam "totalmente" uma proibição da burca, enquanto 20% disseram "tender" a apoiar uma proibição. Somente 12% afirmaram ser contra o banimento, e 14% disseram não ter opinião a respeito ou estar indecisos.

Após anos de debate, entrou em vigor na Holanda nesta quinta-feira uma lei sobre a "proibição de roupas que cobrem o rosto". A regra se aplica a edifícios públicos, tais como escritórios, hospitais, escolas e transportes públicos, não só para a burca e o niqab, mas também para capacetes integrais ou balaclavas (touca "ninja").

MD/dpa/ots

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