Começa vacinação contra covid-19 na Europa | Notícias internacionais e análises | DW | 27.12.2020

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Coronavírus

Começa vacinação contra covid-19 na Europa

Nações da UE iniciam campanha coordenada para imunizar os mais vulneráveis entre os quase 450 milhões de habitantes do bloco. Na Alemanha, equipes móveis aplicam primeiras doses em asilos.

Médico recebe caixa com doses da vacina em Turim, na Itália

Médico recebe caixa com doses da vacina em Turim, na Itália

Nações da União Europeia começaram neste domingo (27/12) o esforço coordenado para vacinar contra a covid-19 os mais vulneráveis entre os quase 450 milhões de habitantes do bloco, marcando um momento de esperança na batalha do continente contra a pior crise de saúde pública em um século, quase uma semana depois de as autoridades europeias aprovarem o uso do imunizante desenvolvido pelo laboratório alemão Biontech e a farmacêutica americana Pfizer.

Trabalhadores do setor da saúde, idosos e líderes políticos receberam algumas das primeiras injeções, visando tranquilizar o público de que as vacinas são seguras e representam a melhor chance de se acabar com a pandemia.

Algumas imunizações na UE acabaram, entretanto, ocorrendo um dia antes do combinado pelas autoridades europeias, em países como Alemanha, Hungria e Eslováquia.

A administradora de uma casa de repouso alemã onde dezenas de pessoas foram vacinadas já no sábado, incluindo uma mulher de 101 anos, disse que "cada dia que esperamos já é um dia demais".

Na Alemanha, o primeiro grupo a ser vacinado inclui pessoas com mais de 80 anos, cuidadores de idosos e funcionários de hospitais que estão particularmente expostos ao vírus. O país utiliza inicialmente equipes móveis de para aplicar as vacinas. A maioria dos mais de 400 centros de vacinação planejados do país começará a funcionar nos próximos dias.

Mulher de 101 anos é a primeira em Berlim

Em Berlim, uma residente de 101 anos de um lar de idosos no bairro de Steglitz foi a primeira na capital alemã a receber a vacina, neste domingo. Uma equipe móvel de vacinação chegou ao local em uma van por volta das 7h45 (horário local), com um soldado do Exército alemão ao volante.

Berlim recebeu inicialmente 9.750 doses de vacina para o dia do lançamento da campanha, de acordo com as autoridades locais de saúde. A quantidade está de acordo com o que é recebido pelos outros estados federais da Alemanha.

No estado mais populoso da Alemanha, Renânia do Norte-Vestfália, Erika Loewer, de 95 anos de idade, foi vacinada em um asilo para idosos na cidade de Siegen.

Na cidade de Magdeburg, no estado de Saxônia-Anhalt, três equipes móveis começaram a vacinar residentes de um asilo municipal pouco antes das 9h. Cerca de 120 idosos, assim como cerca de 60 funcionários devem receber a primeira dose da vacina.

Embora o domingo seja a data oficial de início da campanha, alguns residentes e funcionários de um centro para idosos na cidade de Halberstadt, naquele mesmo estado, recebeu sua injeção já no sábado. Edith Kwoizalla, de 101 anos, recebeu a injeção primeiro, sendo considerada a primeira pessoa a receber a vacina na Alemanha. 

Campanha na UE

"Não doeu nada", disse Mihaela Anghel, uma enfermeira do Instituto Matei Bals, em Bucareste, que foi a primeira pessoa a receber o imunizante na Romênia. "Abra os olhos e tome a vacina", acrescentou.

Em Roma, cinco médicos e enfermeiras vestindo jalecos brancos sentaram em um semicírculo no hospital do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas Lazzaro Spallanzani para receber suas doses. "A mensagem é de esperança, confiança e um convite para compartilhar esta escolha", disse a médica Maria Rosaria Capobianchi, que dirige o laboratório de virologia no instituto e foi parte da equipe que isolou o vírus no início de fevereiro. "Não há razão para se preocupar."

Assistir ao vídeo 01:39

"Vacina deve funcionar contra nova variante da covid-19"

O comissário do governo italiano para a pandemia, Domenico Arcuri, ressaltou o significado do fato de as primeiras doses de vacina da Itália serem administradas no Instituto Spallanzani, onde um casal chinês originário de Wuhan testou positivo em janeiro, se tornando os primeiros casos confirmados da Itália. Só mais tarde a região da Lombardia, no norte, se tornou o epicentro do surto na Europa. Itália agora registra o maior número de mortes confirmadas em decorrência do coronavírus do continente, com quase 72 mil.

Vacinas chegaram da Bélgica

As vacinas, desenvolvidas pelo laboratório alemão Biontech e a farmacêutica americana Pfizer, começaram a chegar entre sexta-feira e sábado em centros de distribuição e hospitais na UE, transportadas em caminhões, acondicionadas em caixas a uma temperatura entre 80 e 70 graus Celsius negativos, vindas de uma fábrica na Bélgica.

Na casa de repouso Los Olmos, na cidade espanhola de Guadalajara, a nordeste de Madrid, um residente de 96 anos e um cuidador foram os primeiros espanhóis a receber a vacina. "Vamos ver se todos nós podemos nos comportar e fazer esse vírus ir embora", disse Araceli Hidalgo, a moradora mais idosa do lugar, após receber sua injeção.

A República Tcheca foi poupada do pior da pandemia no primeiro semestre, mas seu sistema de saúde chega ao final de ano perto do colapso. Em Praga, o primeiro-ministro tcheco, Andrej Babis, recebeu o inoculante na madrugada de domingo e afirmou: "Não há nada para se preocupar''. Sentada ao lado dele, em uma cadeira de rodas, estava a veterana da Segunda Guerra Mundial Emilie Repikova, que também recebeu a injeção.

Ao todo, as 27 nações da UE registraram pelo menos 16 milhões de infecções por coronavírus e mais de 336 mil mortes. Todos aqueles que estão recebendo as injeções terão que receber uma segunda dose em três semanas.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, divulgou um vídeo no sábado comemorando o lançamento da vacina, como "um momento tocante de união''.

MD/ap/dpa

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