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Bakhmut
Ruínas da cidade ucraniana de Bakhmut, no leste do paísFoto: Aris Messinis/AFP/Getty Images
SociedadeUcrânia

Combates no leste da Ucrânia atingem "intensidade máxima"

26 de maio de 2022

Rússia renova ofensiva para consolidar controle da província ucraniana de Lugansk. Zelenski pede mais armas e vice-ministra afirma que país vai enfrentar numa fase "extremamente difícil" e "longa" do conflito.

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Os combates no leste da Ucrânia atingiram sua "intensidade máxima" nesta quinta-feira (26/05), disseram autoridades do país, que continuam exigindo mais armas dos países ocidentais para combater os invasores russos.

Mais cedo, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, e seu ministro das Relações Exteriores, Dmytro Kuleba, descreveram a superioridade das forças russas no Donbass, no leste do país, onde a ofensiva russa está agora concentrada, e pediram mais apoio militar aos países ocidentais.

"O inimigo é claramente superior em termos de equipamento e número de soldados" no Donbass, disse Zelenski. "Precisamos da ajuda de nossos parceiros e especialmente de armas", acrescentou.

Os combates no leste do país e atingiram sua "intensidade máxima", segundo a vice-ministra da Defesa ucraniana, Ganna Malyar, que alertou para uma fase "extremamente difícil" e "longa" do confronto.

Depois de não conseguirem controlar Kiev, as forças russas estão se concentrando no leste da Ucrânia, já parcialmente sob o controle dos separatistas apoiados pela Rússia desde 2014.

O exército russo agora tenta controlar a cidade de Severodonetsk, que tinha cerca de 100 mil habitantes antes da guerra. A cidade é fundamental para o controle total sobre o Donbass.

De acordo com Kuleba, "algumas cidades e vilarejos não existem mais" na região, que está sob forte bombardeio há dias.

"Foram reduzidos a ruínas pela artilharia russa, pelos sistemas russos de foguetes de lançamento múltiplo", disse o ministro, acrescentando que esses são precisamente o tipo de armas que seu país precisa agora.

Mapa mostra tropas russas na Ucrânia

Segundo Serguei Haidai, governador da província de Lugansk, que fica na região do Donbass, a situação "é muito difícil" e "a próxima semana será decisiva".

O governador informou que cerca de 15 mil pessoas permanecem em Severodonetsk e cidades vizinhas, e a maioria não quer sair apesar dos bombardeios incessantes.

"A tarefa é extremamente difícil na região de Lugansk porque tivemos três meses sob ataques constantes, bombardeios constantes e, agora, todas as forças russas estão posicionadas aqui e temos que conter essa horda", disse hoje Haidai num vídeo publicado na rede social Telegram.

"Lentamente, os nossos homens estão se retirando para posições mais fortificadas. É muito difícil para os nossos homens [soldados ucranianos]. Extremamente difícil. Mas estão aguentando", acrescentou Haidai.

Na cidade de Lisitchansk, a polícia assumiu o controle dos serviços funerários para enterrar os mortos, disse Haidai. Pelo menos 150 pessoas tiveram que ser enterradas em uma vala comum, segundo o governador.

jps (AFP, Lusa)