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Caças chineses sobrevoam áreas próximas a Taiwan em meio a exercícios militares promovidos pela China
Caças chineses sobrevoam áreas próximas a Taiwan durante exercícios militaresFoto: Gong Yulong/Xinhua/Xinhua News Agency/picture alliance

China prossegue com exercícios militares ao redor de Taiwan

8 de agosto de 2022

Manobras no entorno da ilha deveriam ter durado até domingo, mas foram estendidas pelo regime chinês. Taiwan fala em "provocação", e Biden manifesta preocupação com ações da China.

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A China anunciou nesta segunda-feira (08/08) que daria continuidade a exercícios militares de grande escala ao redor de Taiwan. Primeiramente, as atividades, que começaram na última quinta-feira, deveriam se estender até este domingo, mas foram mantidas por Pequim.

Os exercícios com munição real começaram após a controversa visita da presidente da Câmara dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, na semana passada, a Taiwan, que irritou o regime chinês.

Pequim mobilizou caças, navios de guerra e mísseis balísticos, no que especialistas descrevem como um treinamento para um possível bloqueio e, potencialmente, uma invasão do território taiwanês.

"O Exército de Libertação Popular chinês tem prosseguido com os exercícios práticos conjuntos e treinamentos no mar e no espaço aéreo ao redor da ilha de Taiwan, focando na organização de operações antissubmarino e de ataques marítimos", declarou em comunicado o Comando Oriental do Exército chinês.

Taiwan é uma ilha autogovernada desde 1949, com um regime democrático e politicamente próxima de países do Ocidente, e uma importante produtora de chips eletrônicos. A China, no entanto, 

considera a ilha parte de seu território e exige que países escolham entre manter relações diplomáticas ou com a China ou com Taiwan.

Taiwan condena "provocação"

O Ministério das Relações Exteriores de Taiwan condenou a extensão dos exercícios militares e afirmou que a "provocação e agressão" por parte da China têm "prejudicado o status quo do Estreito de Taiwan e aumentado as tensões na região".

"Diante da intimidação militar criada pela China, Taiwan não terá medo nem recuará e defenderá ainda mais firmemente a soberania, a segurança nacional e o estilo de vida livre e democrático", disse o ministério, em comunicado.

Militares taiwaneses relataram que aeronaves chinesas realizaram ao menos 66 voos somente neste domingo. Vinte e duas aeronaves teriam cruzado a chamada "linha mediana", uma área não oficial de fronteira que separa ambos os territórios. E 14 navios teriam participado de manobras no Estreito de Taiwan. Conforme Taipei, mísseis de Taiwan instalados na costa da ilha foram colocados de prontidão.

O primeiro-ministro de Taiwan, Su Tseng-chang, acusou Pequim de "arrogantemente" fazer uso da ação militar para perturbar a paz e montar uma campanha de guerra psicológica contra a ilha.

O que diz Pequim

O Ministério das Relações Exteriores da China classificou a série de exercícios militares de "normais", dizendo que o país estava agindo de forma "aberta e transparente" dentro de suas "próprias águas".

Um porta-voz do ministério também chamou as manobras de "avisos necessários" para os EUA e Taiwan. Na visão chinesa, as ações são "uma reação apropriada" à "provocação" causada pela visita de Pelosi.

A China exige que os países optem por manter relações diplomáticas formais com Pequim ou com Taipei. Os EUA adotam o princípio de "uma só China" e afirmaram que a visita de Pelosi não mudou nada em sua política oficial.

Biden manifesta preocupação 

Em suas primeiras declarações sobre Taiwan após a visita de Pelosi à ilha, o presidente dos EUA, Joe Biden, se disse preocupado com as ações da China na região. 

"Estou preocupado com o fato de estarem se movimentando tanto, mas não acho que vão fazer nada mais do que estão fazendo", disse Biden a repórteres.

Vários países pediram que a China interrompa os exercícios militares. A ministra das Relações Exteriores australiana, Penny Wong, assinou no sábado uma declaração conjunta com os Estados Unidos e o Japão na qual condenou o disparo de mísseis em zonas econômicas exclusivamente japonesas e acusou a China de "aumentar a tensão e desestabilizar a região".

Nesta segunda-feira, a vice-secretária de Estado dos EUA, Wendy Sherman, discutiu o tema com Wong. Ambas reafirmaram o compromisso de americanos e australianos com a manutenção da paz e da estabilidade no Estreito de Taiwan.

gb/lf (dpa, Reuters, AFP, AP)

 

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