China aprova uso de vacina contra covid-19 em militares | Notícias internacionais e análises | DW | 29.06.2020
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Coronavírus

China aprova uso de vacina contra covid-19 em militares

Após resultados positivos em ensaios clínicos, Forças Armadas recebem luz verde para utilização interna, durante um ano, de vacina desenvolvida por instituto científico militar e empresa de biotecnologia chinesa.

Militares chineses alinhados

Trata-se de uma das oito vacinas em desenvolvimento na China que receberam aprovação para testes em humanos

As Forças Armadas da China receberam aval para uso interno de uma vacina contra a covid-19. O agente imunizador foi  desenvolvido pelo Instituto de Biotecnologia de Pequim, que integra a Academia Militar de Ciências Médicas, e pela empresa de biotecnologia CanSino Biologics.

Em ofício nesta segunda-feira (29/06), a companhia registrada em Hong Kong afirmou que os dados dos testes clínicos mostraram que a vacina, chamada Ad5-nCoV, possui um bom perfil de segurança e tem "potencial de prevenir doenças causadas pelo Sars-Cov-2".

Segundo a empresa, o uso interno nas Forças Armadas foi aprovado pelo Comitê Central Militar da China em 25 de junho, pelo período de um ano.

"A Ad5-nCoV é limitada para uso militar e sua utilização não pode ser expandida para uma extensão mais ampla de vacinação sem a aprovação do Departamento de Apoio Logístico", informou a CanSino, se referindo ao departamento do Comitê Central Militar que aprovou o uso da vacina.

Além disso, a empresa informou que os testes clínicos das fases 1 e 2 da vacina foram realizados na China e que a última etapa foi concluída no último dia 11.

A CanSino disse ainda que não pode garantir que a vacina venha a ser comercializada no futuro. Não foi esclarecido qual será a dimensão da utilização no enorme contingente das Forças Armadas chinesas.

Trata-se de uma das oito vacinas em desenvolvimento por empresas e pesquisadores chineses que receberam aprovação para testes em humanos. O Canadá também aprovou a realização de testes com a Ad5-nCoV.

Várias organizações em todo o mundo realizam pesquisas para encontrar meios de tratar e prevenir a contaminação pelo coronavírus Sars-Cov-2, que já matou mais de meio milhão de pessoas desde o surgimento do primeiro surto da doença na cidade chinesa de Wuhan, em dezembro passado.

Atualmente, 17 potenciais vacinas contra a covid-19 listadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) estão em fase de avaliação clínica. Mais da metade delas envolve empresas ou institutos chineses. Outras 131 vacinas listadas pela OMS estão na fase pré-clínica. Nenhuma foi ainda aprovada para comercialização.

Segundo o jornal científico The Lancet, já foram realizados mais de mil testes clínicos em dezenas de tratamentos farmacêuticos contra o vírus, mas até o momento não foi encontrada nenhuma intervenção médica de eficácia total.

RC/afp/rtr

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