Caminho sem volta | Cultura europeia, dos clássicos da arte a novas tendências | DW | 29.01.2002
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Cultura

Caminho sem volta

Exposição no campo de concentração de Dachau retrata passo a passo o trajeto trilhado pelos prisioneiros do nazismo que foram ali encarcerados de 1933 a 1945.

O trabalho liberta - Portão de entrada do campo de concentração de Dachau

"O trabalho liberta" - Portão de entrada do campo de concentração de Dachau

O caminho dos prisioneiros do nazismo rumo às câmaras de gás, salas de tortura, à morte ou à libertação. O novo projeto do Memorial de Dachau, a poucos quilômetros de Munique, pretende retratar exatamente cada passo das vítimas do nazismo nesse campo de concentração que marcou o destino de 206 mil pessoas durante todo o regime nazista. A primeira parte da exposição será aberta para o público no dia 3 de maio e a sua conclusão está prevista para até o final do ano.

A nova exposição é fruto das últimas pesquisas sobre o campo de concentração de Dachau, que além de permitir o aprofundamento sobre a situação dos prisioneiros do nazismo, revelaram novas partes da sua história, como o uso do local para o treinamento de vigilantes para o complexo. Para a reformulação da mostra, foram investidos sete milhões de euros.

A partir de maio, os visitantes poderão acompanhar todo o trajeto dos prisioneiros dos nazismo desde a detenção, passando pelo portão de entrada. Eles terão acesso a locais até então não visitados, como o edifício do escritório dos nazistas, a parte ocidental do edifício do refeitório e da cozinha, as prisões (Bunker) e o crematório. Além disso, estarão expostos 800 artigos originais do período nazista, entre eles parte do registro de presos, que há quatro anos foi descoberto nos arquivos nacionais de Washington.

Passo a passo - Na primeira parte de Caminho dos Prisioneiros, cartazes escritos em inglês e alemão explicarão o sistema do campo de concentração e como os nazistas chegaram ao poder na Alemanha. Ao chegar ao edifício que abrigava cozinha, despensa e refeitório, os visitantes encontrarão documentos e fotos dos antigos presos. Já nas chamadas "duchas dos prisioneiros", onde na realidade foram instaladas câmaras de gás disfarçadas de chuveiros, um grupo de ex-prisioneiros documentará suas experiências em Dachau.

Casas de tortura – Menos de dois meses depois de assumir o governo, em janeiro de 1933, Hitler construiu o primeiro campo de concentração. O complexo em Dachau foi primeiramente usado para prender inimigos políticos. A partir de 1935, testemunhas de Jeová, homossexuais e presos já condenados foram também enviados ao campo, porém apenas três anos depois é que os judeus, principalmente do oeste e do sul da Alemanha, passaram a ser transportados para Dachau. Neste complexo de casas de tortura, 206 mil pessoas foram encarceradas, torturadas e submetidas à condições subumanas. Dessas, 32 mil morreram. Trinta mil sobreviventes foram libertados pelos americanos em 29 de abril de 1945.

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