“Calexit”: movimento tenta independência da Califórnia | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 22.11.2016
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Mundo

“Calexit”: movimento tenta independência da Califórnia

Na onda de indignação provocada pela eleição de Donald Trump, californianos entram com pedido de referendo sobre a secessão do estado. Caminho até votação, porém, ainda é longo.

USA Kalifornien Calexit (picture-alliance/dpa/B. Munker)

Bandeira da Califórnia em uma casa de Berkeley, no estado americano.

Um grupo de separatistas americanos registrou oficialmente uma iniciativa que, segundo esperam, levará à realização de um referendo em março de 2019 sobre a independência da Califórnia. O movimento tenta capitalizar a insatisfação do estado, que votou majoritariamente em Hillary Clinton, com a vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais. 

O registro, feito nesta segunda-feira (21/11), é apenas o primeiro passo. A proposta deve agora passar para uma fase de consulta popular e depois deve ser revista e aprovada pelo estado, até ser publicada em sua versão final para o recebimento de assinaturas – são necessárias mais de 500 mil.

Já apelidada de "Calexit" – um trocadilho com o "Brexit" (acrônimo referente à saída do Reino Unido da União Europeia) – a iniciativa é do grupo Yes California, que nasceu em 2015. Ele encontrou maior apoio com a constatação de que Hillary Clinton obteve 61,5% dos votos (quase 5,5 milhões) na Califórnia durante as eleições presidenciais.

Em entrevista ao jornal Los Angeles Times, o vice-presidente e cofundador do grupo, Marcus Ruiz Evans, revelou que a ideia era deixar o referendo para uma eleição posterior, mas a surpreendente vitória do republicano Donald Trump acelerou a iniciativa.

"Estamos fazendo isso agora por causa da atenção esmagadora”, admitiu. "Isso é real, nós tratamos o assunto de forma séria."

O movimento se baseia no argumento de que a Califórnia – sexta maior economia do mundo – paga mais impostos ao governo federal do que obtém em retorno, e que os californianos são culturalmente diferentes do restante do país.

A iniciativa propõe uma emenda à Constituição da Califórnia para eliminar o artigo 3, seção 1, que diz: "O estado da Califórnia é parte inseparável dos EUA, e a Constituição dos EUA é a norma suprema de seu território”.

Em seguida, acresce à Lei Eleitoral estatal uma disposição que estabelece a obrigação de convocar um referendo, a ser celebrado no dia 13 de março de 2019, onde se pergunta: A Califórnia deve se tornar um país livre, soberano e independente? As opções de resposta serão "sim" ou "não".

Caso tenha uma participação mínima de 50% da população e seja aprovado por pelo menos 55% da mesma, o resultado será considerado uma declaração de independência.  O governador deverá então entrar com pedido de ingresso na ONU.

IP/efe/otr

 

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