Câmara dos EUA aprova novas sanções contra Rússia | Notícias internacionais e análises | DW | 26.07.2017
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Estados Unidos

Câmara dos EUA aprova novas sanções contra Rússia

Com 419 votos a três, deputados admitem medida que pode reduzir o poder de Trump de decidir sobre as sanções. Projeto de lei, que também envolve Irã e Coreia do Norte, precisa passar ainda pelo Senado e pelo presidente.

Trump se encontrou pela primeira vez com o presidente russo, Vladimir Putin, no início de julho em Hamburgo

Trump se encontrou pela primeira vez com o presidente russo, Vladimir Putin, no início de julho em Hamburgo

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou nesta terça-feira (25/07), por maioria esmagadora, novas sanções contra a Rússia, em resposta à suposta interferência de Moscou nas eleições presidenciais do ano passado, bem como à anexação da Crimeia pelo país em 2014.

O projeto de lei, que também inclui sanções ao Irã e à Coreia do Norte, passou na Casa com 419 votos favoráveis e apenas três contrários, apesar de o governo do presidente Donald Trump ter pedido reiteradamente aos congressistas para que fossem mais flexíveis em relação à Rússia.

"Esses três regimes, em diferentes partes do mundo, ameaçam interesses vitais dos EUA e desestabilizam seus vizinhos. Já passou da hora de respondermos com firmeza [a essas ameaças]", afirmou o chefe republicano da Comissão de Assuntos Exteriores da Câmara, Ed Royce.

Há seis meses no poder, Trump tem sinalizado disposição para cooperar com o governo russo e chegou a questionar as suspeitas de que Moscou interferiu na corrida eleitoral em 2016.

Investigações em curso nos EUA apuram essa suposta ingerência, bem como possíveis ligações entre a campanha republicana e o Kremlin para favorecer a eleição de Trump. Ambos negam conluio.

A sequência de fatos, que inclui ainda outros episódios polêmicos envolvendo pessoas próximas ao presidente e autoridades russas, levantou preocupações entre os congressistas de que Trump poderia agir para aliviar unilateralmente as sanções já impostas por Washington a Moscou no passado.

A medida aprovada na Câmara nesta terça-feira leva essa questão em consideração: ela proíbe o presidente americano de revogar sanções à Rússia sem a aprovação do Congresso. O deputado Royce, do mesmo partido de Trump, descreveu a lei como "necessária e apropriada".

O governo russo, por outro lado, rechaçou a aprovação de novas sanções, classificando-as como desfavoráveis tanto para a Rússia como para os Estados Unidos. "Consideramos tal prosseguimento da retórica de sanções contraproducente e prejudicial aos interesses de ambos os países", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

As sanções envolvendo a Coreia do Norte, por sua vez, focam em seu programa de mísseis balísticos e de armas nucleares, bem como no uso de mão de obra escrava. Já em relação ao Irã, a medida menciona atividades terroristas, abusos dos direitos humanos e também seu programa de mísseis balísticos.

Aprovado na Câmara, o projeto de lei precisa ainda do aval do Senado antes de seguir para a sanção presidencial. Apesar de diminuir o poder do presidente em relação às sanções, a Casa Branca indicou que Trump deve assinar a medida, caso ela chegue em suas mãos.

EK/dpa/ap/afp/rtr

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