Biden anuncia plano de retomada econômica de US$ 700 bi | Notícias internacionais e análises | DW | 10.07.2020

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Estados Unidos

Biden anuncia plano de retomada econômica de US$ 700 bi

Estratégia visa gerar empregos com estímulos à indústria, pesquisa e inovação e se contrapõe à agenda de Trump. Democrata busca aproximação com trabalhadores e tenta melhorar imagem de gestor da economia.

Joe Biden lança estratégia para reavivar economia do país após crise gerada pela pandemia de covid-19

Joe Biden lança estratégia para reavivar economia do país após crise gerada pela pandemia de covid-19

O candidato democrata á presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, apresentou nesta quinta-feira (09/07) um plano de recuperação para o país de 700 bilhões de dólares, em um desafio à politica econômica presidente Donald Trump. A estratégia visa gerar renda, criar novos empregos e investir em novas tecnologias, pesquisa e inovação.

Biden anunciou o plano chamado Build Back Better ("Reconstruir de modo melhor", em tradução livre), que se contrapõe à agenda "América em primeiro lugar" de Trump, em uma fábrica metalúrgica na Pensilvânia, um estado crítico para as pretensões dos candidatos à presidência para vencer o pleito.

No mesmo dia, o vice-presidente, Mike Pence, percorreu a Pensilvânia em campanha, defendendo a política do governo para o combate ao coronavírus e tentando assegurar aos eleitores que Trump é o mais qualificado para reavivar a economia do país.

A ida de Pence á Pensilvânia sinaliza que a Casa Branca se lançou na batalha para conquistar os eleitores do estado onde Trump venceu em 2016, mas que agora se volta favoravelmente para Biden, segundo pesquisas.

O plano de Biden, voltado aos setores industrial e tecnológico, visa recuperar os empregos perdidos durante a crise gerada pela pandemia de covid-19 e criar 5 milhões de vagas no mercado de trabalho ao investir na produção e pesquisa e diminuir as cadeias de abastecimento estrangeiras.

A estratégia democrata prevê 400 bilhões de dólares em investimentos nos investimentos na produção interna e 300 bilhões para pesquisa e desenvolvimento, além de tecnologias incluindo veículos elétricos e energias renováveis. "Esta será uma mobilização em pesquisa e desenvolvimento jamais vista desde a Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial", disse Biden.

O plano quer estimular ao consume de bens produzidos no país, promover novas regras tributárias que incluem o aumento dos impostos corporativos de 21% para 28% e fortalecer os trabalhadores ao ampliar o acesso à sindicalização.

"É isso que é o meu plano de reconstruir melhor", disse Biden aos metalúrgicos em Scranton, cidade operária onde nasceu e cresceu. O objetivo, afirmou o ex-vice-presidente, é aumentar a competitividade do país em novas indústrias tecnológicas, como no desenvolvimento de baterias, inteligência artificial, biotecnologias e energia limpa. "Este é o futuro", afirmou.

"Estarei focado nas famílias trabalhadoras, nas famílias de classe média de onde venho aqui em Scranton, e não na classe dos ricos investidores", disse o senador. "Eles não precisam de mim, mas as famílias trabalhadoras, sim. Trump simplesmente desistiu", afirmou Biden. Ele disse que as famílias americanas "pagam o preço pela incompetência desse governo".

Biden disse rejeitar a "visão derrotista" de que a automação e a globalização vão solapar os empregos bem remunerados no setor industrial dos EUA. "A indústria americana foi o arsenal da democracia na Segunda Guerra Mundial e deve ser parte do motor da nova prosperidade na América de hoje", afirmou.

O plano de Biden significa um reconhecimento de que, apesar do fraco desempenho nas pesquisas de opinião, Trump ainda pode ser visto por uma parcela do eleitorado como mais forte do que o democrata em termos de economia. Parte do apoio obtido pelo republicano ao vencer as eleições em 2016 se deu em razão de suas promessas de reavivar o setor industrial.

O democrata, porém, tentou se distanciar de seu rival bilionário acusando-o de desprezar a classe trabalhadora. Ele lembrou sua criação em um ambiente de trabalhadores, inclusive ao visitar seu antigo bairro em Scranton.

RC/afp/rtr

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