Banco da Inglaterra corta taxa de juros para mínimo histórico | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 04.08.2016
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Economia

Banco da Inglaterra corta taxa de juros para mínimo histórico

Autoridade monetária britânica corta sua principal taxa para empréstimos aos bancos de 0,5% para 0,25% e disponibiliza mais dinheiro para compra de títulos, incluindo os de empresas. Medidas são anunciadas após Brexit.

O Banco da Inglaterra cortou nesta quinta-feira (04/08) sua principal taxa de juros pela primeira vez em mais de sete anos, no auge da crise financeira global, e anunciou outras medidas de estímulo à economia, em meio a temores relacionados à decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia (UE).

A autoridade monetária britânica cortou sua principal taxa de juros de 0,5% para 0,25%, o que já era esperado por analistas. A redução para o nível mais baixo na história de 322 anos do banco central do Reino Unido é a primeira desde março de 2009, quando a instituição baixou a taxa para o percentual atual, de 0,5%.

O banco central britânico também ampliou seu programa de compra de títulos públicos para injetar mais 60 bilhões de libras na economia. O chamado programa de quantitative easing, também lançado em março de 2009, dispõe agora de 435 bilhões de libras. Além disso, a autoridade monetária vai investir até 10 bilhões de libras em títulos de empresas.

Por fim, o Banco da Inglaterra lançou um novo esquema de empréstimos para os bancos, com o objetivo de garantir que o corte na taxa de juros se reflita nos empréstimos finais, às empresas e consumidores. A autoridade monetária disse que o valor a ser disponibilizado por esse esquema pode chegar a 100 bilhões de libras.

Preocupações pós-Brexit

O Banco da Inglaterra fará "o que for necessário" para garantir a estabilidade monetária e financeira, afirmou o presidente da instituição, Mark Carney, logo após a reunião do comitê de política monetária, a primeira desde o referendo sobre o Brexit.

O anúncio evidencia as preocupações do Banco da Inglaterra com a economia do Reino Unido, que mostrou fortes sinais de desaceleração desde 23 de junho, quando os britânicos optaram por deixar a União Europeia.

O banco central britânico afirmou que a economia do país deverá ficar estagnada no restante de 2016 e ter um crescimento fraco ao longo do próximo ano. A previsão para 2017 foi reduzida de 2,3% para 0,8%. A deste ano foi mantida em 2% devido ao forte crescimento do primeiro semestre.

Já o desemprego deverá subir para 5,4% em 2017 e para 5,6% em 2018. A inflação deverá chegar a 2,4% em 2018 e em 2019.

AS/ap/rtr/lusa

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