Ano eleitoral de 2009 promete impasses na formação de coalizões partidárias | Notícias sobre política, economia e sociedade da Alemanha | DW | 17.01.2009
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Alemanha

Ano eleitoral de 2009 promete impasses na formação de coalizões partidárias

O surgimento do Partido de Esquerda tornou mais complexa a formação de coalizões de governo na Alemanha. Impasses na composição de alianças partidárias poderão marcar este ano de eleições.

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Voto do eleitor não é garantia de formação de governo

O surgimento do Partido de Esquerda tornou mais complexa a formação de coalizões de governo na Alemanha. Impasses na composição de alianças partidárias poderão marcar este ano de eleições.

Em 2009, os alemães vão às urnas para eleger o novo Parlamento e diversas assembléias legislativas estaduais. O estado de Hessen inaugura o ano eleitoral com o pleito deste 18 de janeiro, menos de um ano após as últimas eleições, que não possibilitaram a formação de um novo governo. Assim, o democrata-cristão Roland Koch se manteve interinamente no cargo de governador.

Esse tipo de impasse, até então inédito, passou a ser denominado "as circunstâncias de Hessen". Neste ano repleto de eleições, esse fenômeno poderá afetar quatro outras assembléias legislativas e o Parlamento.

Numericamente possível, politicamente inviável

As "circunstâncias de Hessen" viraram sinônimo da incapacidade de os políticos comporem um governo após as eleições. Em um Parlamento com cinco partidos, isso ficou mais difícil do que quando só havia quatro ou três bancadas. Nenhum dos redutos políticos tradicionais conseguiu atingir uma maioria capaz de governar, nem o Partido Social Democrata (SPD) com os Verdes, nem os democrata-cristãos com os liberais.

Uma composição numericamente possível, mas descartada desde o início, foi uma eventual coalizão entre a União Democrata Cristã (CDU) e o Partido Social Democrata em Hessen. Esse é um modelo praticado em alguns estados e no atual governo federal. No Bundestag, câmara baixa do Parlamento alemão, nenhum dos dois partidos da coalizão teria maioria para governar.

A atual coalizão será colocada à prova nas eleições parlamentares de 27 de setembro. A campanha eleitoral já começou cedo, junto com o debate sobre soluções para a crise econômica.

"Circunstâncias de Hessen"

Ao que tudo indica, a CDU e o SPD deverão ter um êxito eleitoral conjunto em nível federal – ao contrário do que ocorreu em Hessen. Neste estado, é grande a barreira entre os correligionários do governador Roland Koch, especialmente conservadores, e os social-democratas locais, que tendem a ser mais esquerdistas.

A candidata social-democrata ao governo do estado, Andrea Ypsilanti, fracassou duas vezes na tentativa de destituir Koch através de um governo de minoria em coalizão com o Partido de Esquerda. Embora essa proposta não tenha sido anunciada antes das eleições, acabou obtendo grande apoio nas convenções do SPD.

Por fim, foram os próprios deputados social-democratas que inviabilizaram a mudança de governo, alegando que a liderança do SPD teria faltado com a palavra. Novas eleições foram a única solução. Para o pleito de 18 de janeiro de 2009, enquetes indicam que Koch tem boas chances de conquistar a maioria junto com os liberais e assim se manter no governo do estado.

Esquerda dividida

As "circunstâncias de Hessen" representam, na verdade, o desafio que os quatro partidos representados no Parlamento – CDU/CSU, SPD, FDP e Partido Verde – enfrentam por causa do surgimento do Partido de Esquerda.

O reduto burguês clássico (CDU/CSU e FDP) quase não tem nenhum ponto de contato com os esquerdistas e fomenta o medo de concepções socialistas.

Social-democratas e verdes, por sua vez, concorrem com os esquerdistas pelo voto do eleitorado em muitas questões. Mas até agora isso não bastou para a criação de uma aliança tríplice estável de centro-esquerda, que – de qualquer forma – seria mais instável que as coalizões clássicas, formadas por dois partidos.

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