Anistia Internacional emite alerta de viagem para os EUA | Notícias internacionais e análises | DW | 08.08.2019
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Mundo

Anistia Internacional emite alerta de viagem para os EUA

Organização diz que violência armada desenfreada levou a uma "crise de direitos humanos" no país e pede que viajantes evitem locais onde há aglomeração de pessoas. Medida é inspirada em avisos governamentais.

Manifestante segura cartaz com sinal de metralhadora riscada, ao lado de outras pessoas com cartazes, em protesto contra armas de fogo

Protesto contra armas de fogo em Dayton, Ohio, durante visita de Trump à cidade

Após os recentes ataques a tiros nos Estados Unidos, a Anistia Internacional (AI) emitiu nesta quarta-feira (07/08) um aviso de viagem aconselhando cautela aos visitantes do país.

A organização afirmou que emitiu o aviso "devido à desenfreada violência armada, que se tornou tão prevalente nos Estados Unidos que equivale a uma crise de direitos humanos".

Inspirado nos alertas de viagem emitidos pelo Departamento de Estado dos EUA e por outros governos, o alerta da AI aconselha aqueles que estão indo para o país a serem "extremamente vigilantes em todos os momentos" e terem cuidado "com a onipresença de armas de fogo entre a população".

O texto diz para as pessoas evitarem lugares onde há aglomeração de pessoas, especialmente eventos culturais, locais de culto, escolas e shopping centers. Também aconselha a "exercitar extrema cautela ao visitar bares, casas noturnas e cassinos locais".

A AI também afirma que o governo dos EUA "reluta em garantir a proteção contra a violência armada" apesar de ser obrigado, de acordo com a lei internacional de direitos humanos, a implementar medidas para regular o acesso a armas de fogo para proteger os direitos da população.

A Anistia alerta que dependendo do país de origem ou antecedente étnico do viajante "pode haver um risco maior de ser alvo de violência com arma de fogo".

A advertência foi divulgada depois que atiradores mataram 31 pessoas no fim de semana em El Paso, Texas, e em Dayton, Ohio. Oito mexicanos morreram em El Paso. O suspeito deste ataque, identificado como Patrick Crusius, um jovem de 21 anos da cidade de Dallas, publicou um manifesto na internet falando de "invasão hispânica" pouco antes do massacre.

A violência com armas de fogo nos EUA resultou na morte de 8.928 pessoas somente em 2019, de acordo com a organização não governamental americana Gun Violence Archive. A cifra inclui 398 crianças menores de 12 anos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, visitou El Paso e Dayton nesta quarta-feira e condenou os assassinatos por motivos raciais, declarando que "o ódio não tem lugar na América".

O presidente disse também que "doença mental e ódio puxam o gatilho; não a arma". Manifestantes em El Paso e Dayton culparam a retórica anti-imigração do presidente pela violência.

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