Anac suspende voos com Boeing 737 MAX 8 no Brasil | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 14.03.2019
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Brasil

Anac suspende voos com Boeing 737 MAX 8 no Brasil

Após vários países adotarem medida, agência fecha espaço aéreo brasileiro para voos com modelo da Boeing envolvido em duas quedas recentes. Decisão afeta companhias nacionais e estrangeiras.

Boeing 737 MAX 9 estacionado no 52º Show Aéreo de Paris, em junho de 2017

Num curto espaço de tempo, dois aviões Boeing 737 MAX 8 caíram em condições semelhantes, minutos após a decolagem

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) determinou a suspensão dos voos com aviões Boeing 737 MAX 8 no Brasil. A diretriz deve ser cumprida imediatamente.

A medida foi anunciada nesta quarta-feira (13/03), três dias após o desastre envolvendo um avião da companhia aérea Ethiopian Airlines, que caiu minutos após decolar de Addis Abeba. As 157 pessoas que estavam a bordo do avião do modelo 737 MAX 8 morreram após a queda, cujas causas ainda estão sendo investigadas.

Mais de 50 países interditaram seus espaços aéreos para aeronaves desse modelo ou viram suas companhias nacionais suspenderem o uso dos aviões.

A empresa aérea Gol, a única no Brasil que possui aviões desse modelo, já havia anunciado na terça-feira que manterá temporariamente em solo suas sete aeronaves Boeing 737 MAX 8. A decisão da Anac vale não apenas para companhias aéreas brasileiras, mas também para estrangeiras que operam no Brasil.

Em nota divulgada na noite de quarta-feira (13/03), a Anac informou que, antes de determinar a suspensão das operações, contatou a Agência Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA), a Boeing e a própria Gol.

Em janeiro de 2018, especialistas da Anac avaliaram o novo modelo da Boeing antes de a Gol colocá-lo em operação. Após identificar diferenças operacionais em relação aos modelos anteriores, a agência exigiu que os funcionários da companhia recebessem treinamento para operar as novas aeronaves, segundo a nota divulgada pela agência.

As decisões de interdição dos espaços aéreos e de companhias de manter seus aviões em solo se deve a preocupações com os novos aviões da Boeing após dois acidentes recentes com aviões do modelo 737 MAX 8. Além da queda do voo da Ethiopian Airlines, no domingo, um desastre semelhante ocorreu menos de seis meses antes num voo da companhia indonésia Lion Air, que deixou 189 mortos. Ambos os aviões caíram minutos após decolarem.

O 737 é o avião de passageiros moderno mais vendido do mundo e é considerado um dos mais confiáveis. A série MAX, lançada em 2017, é a versão mais recente do bimotor de corredor único da Boeing e já recebeu mais de cinco mil pedidos de cerca de 100 clientes.

A série é mais eficiente em termos de combustível em comparação com seus antecessores e há quatro variantes: MAX 7, MAX 8, MAX 9 e MAX 10, que podem transportar entre 138 e 204 passageiros e foram projetadas para voos de curta e média distância.

Desde a década de 1970, quando ocorreram sucessivos acidentes fatais com o McDonnell Douglas DC-10, um modelo recém-lançado não era envolvido em duas quedas num período tão curto.

PV/abr/ots

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