Amazon decide suspender mídia social Parler, o ″Twitter dos conservadores″ | Notícias internacionais e análises | DW | 10.01.2021

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Mundo

Amazon decide suspender mídia social Parler, o "Twitter dos conservadores"

Após banimento das lojas virtuais de Google e Apple, serviço usado por radicais, apoiadores de Trump e por Bolsonaro perde hospedagem e deve sair do ar ao menos temporariamente.

Celular mostra aplicativo Parler

Criada em 2018, rede social Parler é popular entre radicais, por não implementar políticas restritivas

Depois de Google e Apple, a Amazon anunciou neste sábado (09/01) a suspensão da plataforma de mídia social Parler, popular entre apoiadores do presidente americano, Donald Trump, e extremistas acusados de incitar a violência na internet. 

A medida deve entrar em vigor nesta segunda-feira e durar até que o aplicativo adote medidas para moderar seu conteúdo. Como a Amazon hospeda os dados do Parler em seu serviço em nuvem, a decisão deve tirar do ar a rede social, pelo menos temporariamente.

Em uma carta ao site conservador, a Amazon diz que "recentemente observou um aumento persistente no conteúdo violento".

“Dados os infelizes acontecimentos que ocorreram esta semana em Washington, existe um sério risco de que este tipo de conteúdo incite ainda mais a violência”, diz o texto, publicado pela primeira vez pelo BuzzFeed e cujo o conteúdo foi confirmado por um porta-voz da Amazon.

Bolsonaro

Parler se tornou um refúgio para usuários da internet afetados pela política de moderação de redes convencionais como o Twitter, que baniu permanentemente a conta de Donald Trump na sexta-feira.

Mensagens de apoio aos manifestantes que invadiram o Capitol na quarta-feira se multiplicaram na plataforma, enquanto outros usuários pediam novas parecidas.

O presidente Jair Bolsonaro e seus filhos também mantêm páginas no Parler. Neste sábado, Bolsonaro convidou, pelo Twitter, seus seguidores a se inscreverem na rede Parler, também chamada por alguns usuários de "Twitter dos conservadores". O convite foi divulgado logo após o Google suspender o aplicativo de sua loja virtual.

O fundador da Parler, John Matz, confirmou em seu perfil ser “possível que a rede social não esteja acessível na internet por até uma semana”.

"Faremos de tudo para encontrar um novo fornecedor rapidamente", acrescentou.

Google e Apple

O Google e a Apple já removeram Parler de suas respectivas plataformas de download de aplicativos. As decisões, no entanto, tiveram consequências menores: dificultaram o acesso ao aplicativo Parler em dispositivos móveis, mas os assinantes ainda podem acessá-lo se já o baixaram ou através do site na internet.

Para justificar sua decisão na sexta-feira, o Google mencionou a presença de mensagens “incitando a violência”.

A Apple fez o mesmo no sábado, lamentando a "proliferação" de "ameaças de violência e atividades ilegais".

"Amazon, Google e Apple fizeram isso em um esforço coordenado, sabendo que nossas opções seriam limitadas e que isso nos infligiria os maiores danos, já que o presidente Trump foi banido por empresas de tecnologia", lamentou o chefe da Parler.

No sábado, seu aplicativo foi o mais baixado da App Store antes de ser suspenso.

Muitos apoiadores do presidente americano migraram para plataformas conservadoras, como Parler e Gab, após a decisão tomada pelo Twitter de encerrar definitivamente a conta de Donald Trump.

Outras redes populares, como Facebook, Instagram, Snapchat e Twitch, também suspenderam o perfil da Casa Branca após os eventos desta quarta-feira.

MD/afp/rtr/ots