Alemanha, França e Reino Unido culpam Irã por ataque a refinaria saudita | Notícias internacionais e análises | DW | 23.09.2019
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Mundo

Alemanha, França e Reino Unido culpam Irã por ataque a refinaria saudita

Líderes das potências europeias reforçam posição dos EUA e pedem que Teerã evite mais provocações. No entanto, Merkel, Macron e Johnson salientam que é preciso usar a diplomacia para lidar com o caso.

Saudi Arabien Luftbild Ölanlagen Abqaiq (Reuters/Planet Labs )

Ataque no dia 14 interrompeu a produção de 5,6 milhões de barris de petróleo por dia – cerca de 5% da produção mundial,

A chanceler federal da Alemanha, Angela Merkel, o presidente francês, Emmanuel Macron, e o premiê britânico, Boris Johnson, reforçaram a posição dos EUA em relação aos ataques às instalações petrolíferas da Arábia Saudita, apontando que está "claro" que o Irã está por trás da ação. No entanto, os representantes dos três governos afirmaram que é necessário usar diplomacia para lidar com o caso.

 No dia 14 de setembro, drones e mísseis de cruzeiro danificaram duas instalações petrolíferas da estatal Aramco, entre elas a refinaria de Abqaiq, a maior do mundo.

Rebeldes houthis, que dominam parcialmente o Iêmen e que são apoiados pelo Irã, reivindicaram a autoria da ação no noroeste da Arábia Saudita. Mas o governo saudita e os EUA logo levantaram a suspeita de que os iranianos participaram do ataque. Teerã nega qualquer participação.

Nesta segunda-feira (23/09), foi a vez de Alemanha, França e Reino Unido pedirem, em comunicado conjunto, que Teerã evite "mais provocações".

"Está claro para nós que o Irã é responsável por este ataque. Não há outra explicação", diz o documento divulgado depois de um encontro dos três em Nova York, paralelamente à Conferência do Clima promovida pelas Nações Unidas.

Mas, apesar das acusações, as três potências europeias, que são todas signatárias do acordo nuclear iraniano de 2015, enfatizaram que a diplomacia é a resposta para evitar um potencial conflito no Oriente Médio.

"Chegou a hora de o Irã aceitar uma estrutura de negociação de longo prazo para seu programa nuclear, bem como questões de segurança regional, que incluem seus programas de mísseis", diz o comunicado.

"Pedimos ao Irã que se comprometa com esse diálogo e evite qualquer nova provocação e escalada", continua o documento. "Os ataques também explicitam a necessidade de uma desescalada na região, de esforços diplomáticos sustentáveis e de envolvimento com todos os lados".

Ainda nesta segunda-feira, o presidente Emmanuel Macron anunciou que se reunirá com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o do Irã, Hassan Rohani, para tentar evitar o aumento da tensão entre os dois países, após os recentes ataques a refinarias na Arábia Saudita.

"Tive uma primeira conversa informal com o presidente Trump no início da Cúpula do Clima, nesta manhã. Nesta noite, encontrarei com o presidente Rohani e amanhã, de novo, com o presidente Trump", garantiu Macron, em entrevista coletiva concedida na sede das Nações Unidas

O ataque no dia 14 interrompeu a produção de 5,6 milhões de barris de petróleo por dia – cerca de 5% da produção mundial, provocando na segunda-feira a maior alta do preço da commodity em quase 30 anos.

JPS/efe/afp/dpa

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