Alemanha e EUA rejeitam sugestão dos emergentes de elevar capital do FMI | Notícias e análises sobre a economia brasileira e mundial | DW | 14.10.2011
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Economia

Alemanha e EUA rejeitam sugestão dos emergentes de elevar capital do FMI

Reunidos em Paris para encontro das lideranças econômicas do G20, representantes da Alemanha e dos EUA recusam sugestão do Brasil, Índia e China. Alemanha afirma que zona do euro tem condições de sair da crise.

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As lideranças financeiras do chamado G20 discutem em Paris nesta sexta-feira (14/10) e no sábado, se a zona do euro deve assumir sozinha toda a conta da crise da dívida que atinge o bloco ou se o resto do mundo deve ajudar. Enquanto alguns países, entre eles a Alemanha e os Estados Unidos, afirmam que a Europa tem dinheiro suficiente para sair da crise, outros apelam por um maior suporte à zona do euro, já que a economia mundial sofre risco de recessão.

Brasil, Índia e China, três países emergentes no G20, haviam sugerido elevar o capital do Fundo Monetário Internacional (FMI). Uma fonte do grupo das 20 maiores economias ricas e emergentes disse que algumas autoridades respaldaram a iniciativa de injetar 350 bilhões de dólares no FMI.

Com isso, a instituição poderia comprar títulos públicos de países com problemas orçamentários, como a Itália ou a Espanha, ou ainda oferecer crédito para resgatar bancos. Os três países também se propuseram a disponibilizar recursos, com o que buscariam uma maior influência no FMI. A ideia, no entanto, não foi aceita.

"Resolução complicada"

"O FMI dispõe de meios suficientes para cumprir suas tarefas", afirmou o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, nesta sexta-feira, primeiro dia do encontro preparatório para a cúpula dos líderes políticos do G20, marcada para novembro em Cannes. Schäuble também ressaltou que "os europeus precisam, eles mesmos, resolver grande parte desta obrigação".

O secretário norte-americano do Tesouro, Timothy Gaithner, também recusou a proposta. Os problemas financeiros dos europeus são "de resolução complicada, mas eles não superam os meios à disposição", afirmou em Paris à emissora de televisão CNBC.

Já o ministro sul-africano das Finanças, Pravin Gordhan, justificou um eventual apoio das economias emergentes, ressaltando que as capacidades do FMI e do Fundo Europeu de Estabilização Financeira (FEEF) poderão não ser suficientes para responder à crise na zona do euro.

O Fundo Monetário Internacional, último recurso para oferecer liquidez aos bancos, financiou até agora cerca de um terço do auxílio dado à Grécia, à Irlanda e a Portugal.

União reforçada

Após um encontro com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, Schäuble garantiu que Alemanha e França – as duas maiores economias da zona do euro – trabalharão unidas na busca por uma solução à crise. "Temos uma posição conjunta. Faremos tudo para que as deliberações alcancem êxito", afirmou o ministro alemão. Ele defendeu que os principais bancos europeus sejam capitalizados com os recursos de que precisarem.

O ministro alemão reforçou assim as declarações de Sarkozy e da chanceler federal alemã, Angela Merkel, que no último domingo garantiram tomar as medidas necessárias para evitar uma expansão da crise a outros países do bloco. "Se os bancos não conseguirem resolver suas obrigações sozinhos, eles terão que receber ajuda dos Estados".

MSB/dpa/ap/afp/lusa
Revisão: Roselaine Wandscheer

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