Vandalismo na ponte Maputo-Katembe | Moçambique | DW | 18.12.2018
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Moçambique

Vandalismo na ponte Maputo-Katembe

Desconhecidos roubaram cabos elétricos na ponte Maputo-Katembe, que ficou às escuras na noite passada. Na infraestrutura inaugurada há apenas um mês também há vendedores ambulantes que tentam fazer negócio.

Ponte foi inaugurada a 10 de novembro e é uma das infraestruturas mais caras construídas depois da independência

Ponte foi inaugurada a 10 de novembro e é uma das infraestruturas mais caras construídas depois da independência

Desconhecidos roubaram cabos de média tensão que abastecem as luzes da infraestrutura, deixando a ponte Maputo-Katembe, entre as duas margens da baía da capital moçambicana, sem luz várias horas, entre a noite de segunda-feira (17.12) e esta madrugada.

As obras de reparação da ponte, inaugurada há um mês, já estão em curso. O roubo provocou estragos orçados em um milhão de meticais (14.200 euros), mas a luz foi reposta, disse à emissora estatal Rádio Moçambique o porta-voz da Eletricidade de Moçambique (EDM), Luís Amado.

O porta-voz da companhia de eletricidade pública lamentou a situação, alertando para os riscos decorrentes para os automobilistas, que tiveram de atravessar a ponte num cenário de completa escuridão.

Negócios ambulantes

Um mês depois da inauguração da ponte Maputo-Katembe, vendedores ambulantes tentam fazer negócio na infraestrutura.  Fabiano Chambule, de 28 anos, é um dos vendedores nos arredores do mercado da Malanga, onde desagua a ponte, na parte ocidental da cidade.

Chambule confirma a existência de alguns vendedores que sobem até à ponte para fazer negócio. "Eles acham que como é um ponto de encontro entre pessoas que vêm de lá de baixo da linha-férrea, aproveitam para vender coisas ao longo da ponte, por isso é que ficam debaixo da ponte. É ali onde ganham pão", conta.

Mosambik Maputo Straßenverkäufer - Maputo-Katembe-Brücke

Vendedores ambulantes tentam fazer negócio na ponte

Vendedores como Natércia Sitoe costumavam fazer negócio no removido mercado Nwankakan. "No início, diziam que nem todos cabiam no mercado, mas houve um consenso e acabamos por ter espaço para ficar. Estamos aqui na rua porque lá dentro estão aqueles que vendem hortícolas. E nós, que vendemos roupa, temos um espaço lá dentro, mas não há negócio", explica.

Juvenildo Ernesto, de 23 anos, vende chinelos perto da ponte. Conta que muitas vezes tem de fugir da polícia municipal, que proíbe o negócio naquele local sob pena de apreensão dos produtos. "É fácil fazer negócio aqui porque há movimento", justifica.

Polícia mobilizada

O município de Maputo mobilizou a polícia municipal para impedir que as pessoas circulem a pé ou façam negócio ao longo da infraestrutura. Nos primeiros dias após a inauguração, muitas pessoas deslocaram-se ao local para tirar selfies, outras para urinar. Por isso, justifica o porta-voz da polícia municipal, Joshua Lai, a corporação teve de usar medidas coercivas impedir aquelas práticas.

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Vandalismo na ponte Maputo-Katembe

"Houve resistência como sempre, mas logo depois da inauguração da ponte entramos em ação através da apreensão de produtos. Foi uma ação coerciva. Mas com o trabalho feito com as estruturas locais conseguimos realojar os vendedores no interior dos mercados da Malanga e de Luís Cabral", bairro a oeste de Maputo, explica Joshua Lai.

A gestora da infraestrutura, a Maputo Sul, lamenta a ocorrência de cinco acidentes e a morte de uma pessoa. "Quase todos os casos são excesso de velocidade. Tivemos um caso triste em que uma viatura com cinco ocupantes capotou e a nossa equipa de socorro esteve no local e levou as vítimas para o hospital, mas no dia seguinte uma das vítimas perdeu a vida", disse o presidente do Conselho de Administração da Maputo Sul, Silva Magaia.

Desde que a ponte foi inaugurada, já passaram pela ponte mais de 150 mil viaturas, sobretudo turistas que foram conhecer a Ponta de Ouro, mais a sul da província de Maputo.

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