Terceiro maior partido angolano, PRS quer alargar influência nas eleições gerais | Angola | DW | 31.07.2012
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Angola

Terceiro maior partido angolano, PRS quer alargar influência nas eleições gerais

Partido da Renovação Social é considerado o partido das Lundas (nordeste de Angola) mas afirma ter influência nacional e quer ser alternativa ao partido governista MPLA. Campanha eleitoral começou terça-feira (31.07).

A capital angolana Luanda

A capital angolana Luanda

No dia em que começou oficialmente a campanha para as eleições gerais em Angola, o PRS organizou comício no município do Cuango, na província de Lunda-Norte.
 
O PRS é um partido que se autodefine como "progressista e defensor de uma ideologia de centro-esquerda". É, também um partido com história em Angola, pois emergiu há 20 anos, em 1992, por altura das primeiras eleições realizadas no país após a independência, em 1975. Na altura, conquistou seis deputados. Em 2008, durante as legislativas, conquistou oito deputados, posicionando-se, mais uma vez, e contra todos os prognósticos, em terceiro lugar depois do MPLA e a UNITA (o maior partido da oposição).

Desde a fundação, o líder do PRS é o Dr. Eduardo Kuangana, que é também o cabeça-de-lista do partido e candidato à presidência da República. Formado em história, mestre e professor, dirigiu o PRS durante estes últimos 20 anos.

O segundo na lista e candidato ao cargo de vice-presidente da República é Benedito Daniel, que é também o secretário geral do partido. Diplomado em Química, é licenciado em Ciências da Educação, também chegou a trabalhar no aparelho de Estado angolano.

Segundo Benedito Daniel, o PRS elege o federalismo como sistema de organização de Estado, o que poderá garantir a verdadeira autonomia e liberdade às regiões e à população, acabando com as injustiças sociais, económicas e as assimetrias em termos de desenvolvimento equilibrado em Angola.

Províncias deveriam poder reter 50% das riquezas, diz PRS

Províncias deveriam poder reter 50% das riquezas, diz PRS

O PRS tem as suas origens nas regiões diamantíferas Lunda Norte e Lunda Sul, regiões onde conseguiu os seus melhores resultados em 2008. Mesmo assim o PRS assume-se como partido para todos os angolanos. "O PRS está implantado em todo o território nacional", afirma o secretário geral do partido. Não [atinge] só [os cidadãos] nas Lundas, os de Luanda ou os de Cabinda, mas todos os que acham que podemos ter a possibilidade de viver livres em Angola, de podermos estabelecer uma solidariedade relacional, construirmos um país que não seja baseado na competição e na exploração, garantindo as liberdades fundamentais das pessoas", explica.

Províncias podem ficar com 50% das riquezas

O PRS assume-se igualmente como o partido que apresenta soluções concretas para as regiões mais ricas em recursos naturais, mas que se queixam de não beneficiarem das próprias riquezas.

"[O enclave de] Cabinda é uma região que merece autonomia", exemplifica Daniel. "Numa República federada, Cabinda [rico em petróleo] teria autonomia própria, poderia usufruir das suas riquezas. No nosso programa, consagramos que todas as províncias deveriam ficar com 50 % daquilo que produzem, e no entanto poderão manter a solidariedade com outras regiões que possam produzir pouco", afirma.

Bairro de lata em Luanda (Boa Vista); PRS diz que governo não deu atenção às condições sociais

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No campo social, a aposta do PRS será na reforma do sistema de segurança social, que permitirá o acesso a proteção social "completa e justa aos angolanos, sem recurso a sistemas complementares de proteção social", salienta o dirigente do Partido de Renovação Social.

No plano político, Daniel diz que o primeiro objetivo é a derrota do MPLA e do presidente José Eduardo dos Santos: "Os partidos que até agora governaram não tiveram em atençäo às condições sociais. Temos crescimento, mas esse crescimento da economia que nunca teve reflexo nas condições de vida das pessoas. Existe muita exclusão. O PRS pensa ensaiar um outro modelo que possa trazer desenvolvimento para Angola".

Autor: António Cascais
Edição: Renate Krieger/António Rocha

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