Sudão: Multidões saem às ruas para anunciar nova solução política e exigir fim da junta militar | Internacional – Alemanha, Europa, África | DW | 19.04.2019
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Internacional

Sudão: Multidões saem às ruas para anunciar nova solução política e exigir fim da junta militar

Milhares de cidadãos voltaram a sair às ruas de Cartum para pedir à junta militar, que governa o Sudão desde que o exército derrubou o Presidente Omar al-Bashir, que passe o poder a um governo civil.

Milhares de cidadãos querem que os miliares do Sudão passem o poder a um governo civil o mais rapidamente possível.

Os manifestantes reuniram-se na quinta-feira (18.04) à frente do edifício do quartel-general do exército depois de a oposição convocar protestos para exigir que se acelere o processo de eleição de um novo governo.

Os organizadores do protesto, Associação de Profissionais Sudaneses, dizem que vão anunciar, no domingo (21.04), um conselho de governo provisório para substituir a atual junta militar, escreve a agência de notícias Associated Press.                                                       

No entanto, a junta militar anunciou que se manterá em funções por um período de dois anos, embora já tenha iniciado um processo de diálogo com os partidos para preparar a transição política no país.

Sudan Unruhen Proteste in Khartum

Soldado junto ao edifício do Ministério da Defesa em Cartum, Sudão do Sul, durante os protestos populares

Multidões inundaram as ruas de Cartum, chegando de bairros da periferia e das cidades vizinhas Ondurmã e Cartum do Norte, enquanto muitos atravessam a pé as pontes sobre os rios Nilo e Nilo Branco em direção à capital.

Muitos optaram por sair às ruas de carro, empunhando bandeiras do Sudão através das janelas e cantando palavras de ordem patrióticas.

A agência de notícias Efe informa que uma das palavras mais repetidas pelos manifestantes foi "revolução".

Os participantes da marcha, alguns com crianças aos ombros, gritaram por "liberdade, paz e justiça" e disseram que "a revolução é a escolha do povo que não abandonaremos até a vitória".

As manifestações aconteceram um dia depois de a junta militar anunciar que tinha detido dois dos irmãos do presidente derrubado há uma semana, numa onda de outras detenções de "figuras antigas do regime".

Omar al-Bashir deixou o poder há uma semana, depois de os militares assumirem o controlo do país após quatro meses de intensos protestos.

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