Sissoco Embaló sobre Nino Vieira: ″Há crimes que não prescrevem″ | NOTÍCIAS | DW | 17.11.2020

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NOTÍCIAS

Sissoco Embaló sobre Nino Vieira: "Há crimes que não prescrevem"

Questionado sobre o arquivamento do processo sobre o homicídio do antigo chefe de Estado, após um encontro com familiares de Nino Vieira, o Presidente da Guiné-Bissau disse não saber "se está arquivado ou não".

Presidente Umaro Sissoco Embaló encontrou-se com familiares de Nino Vieira.

Presidente Umaro Sissoco Embaló encontrou-se com familiares de Nino Vieira.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, afirmou esta terça-feira (17.11) que "há crimes que não prescrevem", referindo-se ao processo sobre o homicídio do antigo chefe de Estado Nino Vieira, e quando questionado pelos jornalistas sobre o seu arquivamento.

Umaro Sissoco Embaló, falava aos jornalistas, após um encontro com familiares de Nino Vieira. "Eu sou o Presidente da República, Presidente da concórdia nacional, da reconciliação. Eu não sei se o processo está arquivado. Se dizem que o processo está arquivado, não sou delegado do Ministério Público ou Procurador-Geral da República e não sei se está arquivado ou não", acrescentou o chefe de Estado guineense.

Umaro Sissoco Embaló voltou a afirmar que Nino Vieira, assassinado em março de 2009, é uma figura lendária e património do Estado da Guiné-Bissau. "Este homem libertou a Guiné-Bissau e permitiu-nos hoje ser livres", disse.

Os restos mortais de Nino Vieira, que estavam no cemitério de Bissau, foram na segunda-feira trasladados para a fortaleza da Amura, onde já estão sepultados os antigos presidentes eleitos Malam Bacai Sanha e Kumba Ialá e Amílcar Cabral, pai da nação guineense.

Alguns filhos de Nino Vieira criticaram a forma como o processo foi feito, apesar de aceitarem que os restos mortais do antigo Presidente sejam postos na Amura.

João Bernardo Nino Vieira declarou unilateralmente a independência da Guiné-Bissau a 24 de setembro de 1973 e foi o primeiro presidente eleito democraticamente no país.

Nino Vieira foi assassinado na sua residência em Bissau, em março de 2009, horas depois de o antigo chefe das forças armadas ter sido morto numa explosão no Estado-Maior.

O Ministério Público guineense realizou uma investigação, mas o processo acabou por ser arquivado por falta de acusação.

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