São Tomé e Príncipe: Novo Presidente promete ″corrigir o que foi menos bem feito″ | São Tomé e Príncipe | DW | 06.09.2021

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

São Tomé e Príncipe

São Tomé e Príncipe: Novo Presidente promete "corrigir o que foi menos bem feito"

Carlos Vila Nova prometeu progresso e estabilidade no primeiro discurso. O recém-eleito Presidente de São Tomé e Príncipe quer unir os são-tomenses contra o ódio que marcou a vida política do país nos últimos anos.

Ao contrário do que aconteceu na primeira volta das eleições presidenciais realizadas a 18 de julho, na segunda volta a Comissão Eleitoral Nacional (CEN) divulgou às primeiras horas do dia seguinte (06.09) os resultados parciais do pleito de domingo (05.09), que deram a vitória a Carlos Vila Nova.

"O candidato Carlos Vila Nova obteve 45.481 votos, o que corresponde a 57,54% dos votos. O candidato Pósser da Costa obteve 33.557 votos, o que corresponde a 42,46%. Temos 79.038 votos válidos e 344 brancos. Votos nulos foram 1.153 e uma abstenção de 34,68%", disse Fernando Maquengo, porta-voz da CEN.

São Tomé und Príncipe | Unterstützer von Carlos Vila Nova

Apoiantes de Carlos Vila Nova

Na primeira comunicação depois da divulgação dos resultados parciais, Carlos Vila Nova enalteceu o espírito democrático em que decorreu o processo. "A partir deste momento, considero-me o Presidente eleito de todos os são-tomenses, dos que votaram e os que não votaram em mim", frisou.

População "cansada"

Carlos Vila Nova, que concorreu pela Ação Democrática Independente (ADI), partido que estava na oposição, interpreta a alta taxa de abstenção como sendo um indicador da descrença da população em relação às políticas em curso neste país insular de 200 mil habitantes.

O antigo ministro da pasta das infraestruturas prometeu uma solução. "As pessoas sentiram-se cansadas", admitiu. "Temos que, de facto, rever algumas coisas e corrigir o que foi menos bem feito. Mas posso desde já dizer a todos que apreendi muito", salientou.

Aos 65 anos de idade, Carlos Vila Nova tornou-se o quinto Presidente da República eleito no regime multipartidário em São Tomé e Príncipe. Derrotou na segunda volta o advogado Guilherme Pósser da Costa, candidato do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe - Partido Social Democrata (MLSTP/PSD).

Vila Nova diz que a sua prioridade é unir os são-tomenses. "A sociedade são-tomense encontra-se fraturada. Nós, nos últimos anos, lamentavelmente, temos vivido uma política de ódio, perseguição, separação e exclusão e eu sempre disse que é preciso combater esses males. Esses males são os meus inimigos", sublinhou.

São Tomé und Príncipe | Beobachter in São Tomé und Príncipe

Observadores da União Africana (UA) e da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC)

"Verdadeira vitória será eliminar a pobreza"

Guilherme Pósser da Costa, candidato apoiado pelo partido no poder, o MLSTP/PSD, reconheceu a vitória do opositor.  

"A campanha deu-me importantes lições. Somos e continuamos a ser um povo pacífico que sabe superar a paz e as suas diferenças. Voltei a constatar os enormes desafios de milhares de são-tomenses que lutam diariamente para sobreviver. Por isso, a verdadeira vitória será eliminar esta pobreza que atenta contra a dignidade humana e valores básicos de uma sociedade corroendo princípios e valores que nos são caros", opinou o candidato derrotado.

A missão de observação da União Africana (UA) e da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) congratulou-se com os resultados destas eleições e a forma pacífica como a mesma decorreu.

Assistir ao vídeo 02:58

Segunda volta das eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe

Leia mais