Professores angolanos manifestam-se em Luanda e prometem mais protestos | NOTÍCIAS | DW | 19.03.2022

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

NOTÍCIAS

Professores angolanos manifestam-se em Luanda e prometem mais protestos

Cerca de 500 professores universitários angolanos manifestaram-se hoje por aumentos salariais e melhores condições laborais. Prometem sair à rua de 15 em 15 dias, enquanto o executivo não atender suas reivindicações.

Angola Luanda | Studenten Demonstrieren

Foto de arquivo.

A manifestação aconteceu um dia depois de os docentes universitários se reunirem em assembleia geral, tendo decidido manter a greve, que dura desde 03 de janeiro, por tempo indeterminado.

"Foi um sucesso", descreveu o secretário-geral do Sindicato dos Professores do Ensino Superior (Sinpes),  Eduardo Peres Alberto, indicando que aos docentes de Luanda se juntaram também colegas de outras províncias, entre as quais o Cuanza Norte e Cuanza Sul.

O protesto teve o seu início pelas 13h (hora local) na Faculdade das Humanidades da Universidade Agostinho Neto e terminou cerca de uma hora mais tarde em frente ao ministério das Finanças, onde entoaram o hino nacional e leram as deliberações aprovadas na assembleia-geral de sexta-feira.

Mensagem 

"O objetivo era transmitir a mensagem do Sinpes e mostrar que a comunidade académica estava presente", adiantou, acrescentando que o protesto decorreu "com elevado espírito de civismo e sem ocorrências policiais".

Na terça-feira, os representantes do sindicato tencionaram entregar o dossiê com as deliberações no Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS), o órgão que tem intermediado as negociações.

Entre estas, inclui-se a rejeição da proposta de 04% de aumento salarial e a manutenção dos subsídios, mantendo-se a "vontade de negociar" com o ministério do Ensino Superior, segundo Eduardo Peres Alberto.

Angola | Studenten brechen Hochschulbildung ab: Leeres Klassenzimmer

Uma sala de aula quase vazia: greve já dura há mais de três meses.

Os professores vão continuar a manter a greve e anunciaram igualmente a intenção de se manifestarem de 15 em 15 dias até que os seus apelos sejam ouvidos.

O líder do Sinpes enalteceu "o espírito da classe docente" e apelou ao Governo para que ouça o seu "clamor", de forma a ultrapassar a greve que já dura há mais de três meses.

Incumprimento" do memorando

O Sinpes reclama nomeadamente do "incumprimento" do memorando de entendimento assinado em novembro de 2021 por parte das autoridades.

Um salário equivalente a 2 mil dólares (1,7 mil euros) para o professor assistente estagiário e a 5 mil dólares (4,4 mil euros) para o professor catedrático são as propostas salariais do Sinpes para contrapor os atuais "salários medíocres".

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação angolano considerou, em fevereiro, que o aumento salarial dos docentes, em greve, era um "processo delicado e complexo", garantindo, no entanto, que decorriam ações a nível do Governo nesse domínio, em sede de uma abordagem mais geral da matéria salarial da administração pública".

Pelo menos duas manifestações, visando o retomar das aulas no ensino superior público, foram realizadas em fevereiro, nos dias 05 e 19, pelos estudantes que pediam a intervenção do Presidente angolano, João Lourenço, para a resolução do impasse.

Angola: Aulas de inglês "de mulher para mulher"