Polícia angolana: ″Quem tenta invadir esquadras terá resposta desproporcional″ | Angola | DW | 02.02.2021

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Angola

Polícia angolana: "Quem tenta invadir esquadras terá resposta desproporcional"

Comandante-geral da polícia promete responder com violência a quem atentar contra a soberania de Angola, após ações em Cafunfo: "Se você estiver a atacar com AKM, o Estado angolano responde-te com bazuca".

Fotografia de arquivo, junho de 2017

Fotografia de arquivo, junho de 2017

O comandante-geral da polícia nacional de Angola, Paulo de Almeida, endereçou esta terça-feira (02.02) duras críticas a todos os que têm repudiado a corporação pelo que aconteceu na esquadra policial da vila de Cafunfo, província da Lunda Norte, no sábado passado.

Segundo a polícia, elementos do Movimento do Protetorado Português da Lunda Tchokwe (MPPLT) tentaram invadir a esquadra. Seis pessoas morreram, de acordo com as autoridades – mas a Amnistia Internacional aponta para, pelo menos, 10 mortos. A Igreja Católica fala num "grave massacre".

"Estão a dizer que a polícia mata? Eles não foram lá com lenços brancos...", afirmou esta terça-feira o comandante Paulo de Almeida durante uma conferência de imprensa, em Luanda.

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Covid-19: Angolanos criticam atuação da polícia

O responsável deixou claro que a polícia angolana responderá com violência sempre que a soberania angolana seja posta em causa.

"Aqueles que tentarem invadir as nossas esquadras ou outras instituições para tomada do poder vão ter uma resposta pronta, eficiente e desproporcional da polícia nacional", avisou Paulo de Almeida.

"Se você atacar o Estado angolano com faca, ele responde-te com pistola, se estiver a atacar com pistola, responde-se com AKM, se você estiver a atacar com AKM, ele responde-te com bazuca."

"Ninguém perguntou como estão os nossos feridos"

Oposição e sociedade civil criticaram a ação da polícia, no fim de semana.

A União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) e a Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE) exigiram de imediato um inquérito parlamentar ao sucedido. As organizações de direitos humanos Human Rights Watch e Amnistia Internacional pediram igualmente uma investigação urgente, denunciando os abusos da polícia.

O chefe da corporação rejeita um inquérito e sacode as críticas: "Ninguém aqui perguntou como é que estão os nossos feridos. O oficial da polícia que apanhou machadadas e catanadas, o oficial das Forças Armadas que foi queimado, ninguém pergunta… São extraterrestres? Não são pessoas? Foram eles que foram ao encontro desses insurgentes, desses rebeldes? Quem é que foi ao encontro da esquadra?", questionou Paulo de Almeida.

O ministro do Interior, Eugénio Laborinho, disse esta terça-feira que as pessoas envolvidas no ato de sábado são apoiadas por "forças estranhas" que têm interesses nos recursos naturais da província da Lunda Norte.

O bispo de Saurimo, Dom José Manuel Imbamba, pediu entretanto tranquilidade a todos os angolanos.

"Vamos amainar os ânimos, vamos sentar, ouvir e escutar. Vamos encontrar vias de solução que nos ajudem a todos, para criamos um ambiente saudável para as nossas comunidades. E tudo passa pela satisfação das necessidades mais prementes das nossas comunidades", afirmou.

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