PGR da Guiné-Bissau diz que há três processos contra Aristides Gomes | Guiné-Bissau | DW | 30.10.2020

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Guiné-Bissau

PGR da Guiné-Bissau diz que há três processos contra Aristides Gomes

Procurador-Geral da República diz que o ex-primeiro-ministro é suspeito de crimes de peculato e participação económica em negócios, entre "muitos outros". Advogado de Aristides Gomes promete responder nos próximos dias.

Fernando Gomes, Procurador-Geral da República da Guiné-Bissau

Fernando Gomes, Procurador-Geral da República da Guiné-Bissau

Em conferência de imprensa realizada esta sexta-feira (30.10) em Bissau, o Procurador-Geral da República da Guiné-Bissau, Fernando Gomes, disse que há três processos contra o antigo primeiro-ministro guineense Aristides Gomes, que se encontra refugiado na sede das Nações Unidas na capital guineense.

"Foi o suspeito quem voluntariamente se autoconfinou naquela agência das Nações Unidas", começou por dizer Fernando Gomes. "É verdade que quase todo o mundo tem esse problema de confinamento devido à pandemia de Covid-19, mas eu penso que o cidadão Aristides Gomes não está em confinamento por causa da pandemia. É outro tipo de confinamento."

Questionado pelos jornalistas sobre os crimes de que Aristides Gomes é acusado, o Procurador-Geral da República disse que o ex-primeiro-ministro é suspeito dos crimes de peculato e participação económica em negócios, entre "muitos outros".

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Segundo o procurador, já está concluída a investigação de um processo de 2007 sobre o "desaparecimento de 674 quilogramas de drogas".

Fernando Gomes diz que Aristides Gomes tem de ser julgado, mesmo que seja fora do país: "Este povo tem mais motivos para recorrer ao Tribunal Internacional para exigir o julgamento de [Aristides Gomes] 13 anos depois do famoso processo Nº 24/2007 sobre o desaparecimento de 674 quilogramas de drogas, que levou o país a ser rebatizado com o nome de narco-Estado. Foi o cidadão Aristides Gomes. O processo existe e não está arquivado."

"Sequestro"?

O Procurador-Geral da República diz ainda que Aristides Gomes foi obrigado a permanecer no na Guiné-Bissau para que "os atos não percam o rasto". Mas o procurador nega que haja um "sequestro" ou perseguição política contra o dirigente do PAIGC e sublinha que foram os deputados que denunciaram os crimes que terá cometido.

Fernando Gomes lembrou também que a agência da ONU para a consolidação da paz na Guiné-Bissau (UNIOGBIS) encerra a sua missão no país em dezembro, questionando para onde irá Aristides Gomes nessa altura. O procurador explicou que já enviou três notificações à representante do secretário-geral da ONU em Bissau e a Aristides Gomes, sem ter recebido qualquer resposta.

Contactado pela DW África, Luís Vaz Martins, um dos advogados de Aristides Gomes, disse que a defesa está a "analisar à letra a conferência de imprensa do PGR". Vaz Martins promete dar uma resposta em conferência de imprensa nos próximos dias.

Recentemente, o coletivo de advogados que defende Aristides Gomes disse à DW África que nunca foi notificado pelo Ministério Público, considerando o processo contra o antigo primeiro-ministro como uma "perseguição política". Os advogados apresentaram na quinta-feira (29.10) uma queixa-crime contra o magistrado que está a dirigir a investigação.

Os advogados do antigo primeiro-ministro acusam o magistrado de "falsificação, prevaricação, usurpação de função pública, sequestro e mais crimes".

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