Manifestantes protestam no Uganda contra leilão de escravos na Líbia | NOTÍCIAS | DW | 08.12.2017

Conheça a nova DW

Dê uma vista de olhos exclusiva à versão beta da nova página da DW. Com a sua opinião pode ajudar-nos a melhorar ainda mais a oferta da DW.

  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

NOTÍCIAS

Manifestantes protestam no Uganda contra leilão de escravos na Líbia

Movimento Pan-Africano exige que Governo líbio investigue denúncias sobre venda de migrantes africanos. Embaixadora da Líbia no Uganda rejeita acusações e diz que maus-tratos a seres humanos são contra cultura do país.

Protesto contra leilão de escravos na Líbia realizado em novembro, em Marrocos

Protesto contra leilão de escravos na Líbia realizado em novembro, em Marrocos

A indignação após as revelações da venda de migrantes africanos na Líbia continua a espalhar-se por África. Esta quinta-feira (07.12), o Movimento Pan-Africano no Uganda realizou uma manifestação pacífica e convidou a comunidade internacional a intervir.

A manifestação vem na sequência de relatos de abusos graves de direitos humanos, incluindo o leilão de migrantes africanos na Líbia. Nas ruas de Kampala, os manifestantes seguiram de forma pacífica em direção à embaixada da Líbia no país. Ao protesto juntaram-se motociclistas. 

Ouvir o áudio 02:43

Manifestantes protestam no Uganda contra abusos na Líbia

O chefe do grupo, Andrew Irumba, encontrou-se com a embaixadora da Líbia no Uganda, Naima Algihan. Irumba apresentou uma petição que convida o Governo líbio e a comunidade internacional a investigar as acusações.

"Exigimos a libertação de todos os imigrantes e refugiados africanos dos centros de detenção e o fim das detenções arbitrárias na Líbia. Pedimos também a investigação de todas as alegações de tortura e outros maus-tratos e a garantia que os perpetradores suspeitos sejam processados num julgamento transparente e justo para pôr fim ao círculo vicioso dos abusos", afirmou Andrew Irumba.

Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), cerca de 20 mil refugiados e requerentes de asilo são mantidos ilegalmente em centros de detenção na Líbia e são alegadamente submetidos a tratamento desumano.

Embaixadora rejeita denúncias

Naima Algihan refutou essas acusações e disse que não existe venda de migrantes na Líbia. A embaixadora leu um documento do Ministério dos Negócios Estrangeiros líbio, dizendo que maus-tratos a seres humanos são contra a cultura do país.

Assistir ao vídeo 02:02

Mercado de escravos na Líbia

"O ministério expressa sua rejeição de ações tão desumanas que são contrárias à cultura e património do povo da Líbia e confirma que o que foi publicado nos meios de comunicação a este respeito está a ser investigado pelas autoridades. Se algo for provado, os envolvidos serão punidos", declarou.

A embaixadora garantiu que a Líbia está a seguir regulamentos estipulados nas leis internacionais relativas aos refugiados e migrantes.

O Movimento Pan-Africano pretende apresentar mais petições a organismos internacionais, incluindo a União Europeia (UE) e as Nações Unidas, pedindo que as autoridades líbias permitam que o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) se encarregue de todos os imigrantes na Líbia.

O leilão de africanos foi divulgado inicialmente pela rede de notícias norte-americana CNN. Segundo a reportagem da emissora de televisão, os migrantes eram vendidos por 400 dólares.

Leia mais