João Lourenço: Justiça angolana só andou atrás de ″ladrões de galinhas″ durante anos | Angola | DW | 09.06.2022

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Angola

João Lourenço: Justiça angolana só andou atrás de "ladrões de galinhas" durante anos

O Presidente angolano, João Lourenço, afirmou hoje que o poder político não condiciona a liberdade de atuação dos tribunais em Angola, que deixaram de estar "amordaçados" e perseguir apenas "ladrões de galinhas".

João Lourenço, que deu hoje uma entrevista coletiva a 12 órgãos de comunicação social angolanos, disse que não pretende desistir da luta contra a corrupção e que há ainda "muita coisa para recuperar".

Afirmou que existe hoje um quadro "completamente diferente" da justiça que durante muitos anos "andou atrás apenas dos ladroes de galinhas", o que mudou de um dia para o outro, desde que foi eleito em 2017. 

"Se formos analisar sobretudo os casos que passaram pelo Tribunal Supremo, é uma nova realidade que antes era impensável. Era impensável que determinadas figuras se pudessem sentar na barra dos tribunais", sublinhou.

Para o Presidente da Republica, "isso só demonstra que os tribunais têm muito mais independência e liberdade de ação, senão continuariam amordaçados pelo poder político que diria 'não mexe aqui, não mexe ali' ou 'não mexe neste ou naquele'".

Angola, um "xadrez político"

Caso Lussati

"O poder político não está a agir assim, a nossa justiça tem toda a liberdade de atuar", sublinhou, apontando o caso Lussati, que envolveu figuras ligadas à sua Casa Militar, como exemplificativo da não interferência.

"No caso do saque que envolveu figuras da própria Casa Militar, nunca ninguém pensou que o poder político deixasse que a justiça avançasse com esse caso e esse caso não está esquecido, não está congelado, vai vir a público muito em breve e depois, seja o que Deus quiser", disse o chefe do executivo angolano, garantindo a intenção firme de combater a corrupção, sem interessar quem sejam os visados.

"A justiça não está a ser seletiva está a bater à porta daqueles em relação aos quais têm a presunção de que há crime até prova em contrário", reforçou.

  

 

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