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Golpe Militar: Alto Comando assume poderes do Estado

26 de novembro de 2025

Numa declaração transmitida pela Televisão Pública da Guiné-Bissau, Comando Militar para a Restauração da Ordem Constitucional anunciou destituição do poder político no país.

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Brigadeiro-General Denis N'Canha (centro), chefe do gabinete militar da presidência, concede uma coletiva de imprensa no Estado-Maior das Forças Armadas em 26 de novembro de 2025
A declaração foi lida por Denis N’tchama na Televisão PúblicaFoto: Patrick Meinhardt/AFP

Após os tiroteios ouvidos em Bissau, pelas 12h40, desta quarta-feira (26.11), os militares tomaram o poder no país.

Numa declaração transmitida pela Televisão Pública da Guiné-Bissau, o Comando Militar para a Restauração da Ordem Constitucional anunciou que assumiu "a plenitude dos poderes do Estado da República da Guiné-Bissau". A declaração foi lida por Denis N’tchama na Televisão Pública.

Militares assumem o poder na Guiné-Bissau

Segundo o comunicado, a decisão surge na sequência da descoberta de "um plano em curso para desestabilizar o país", alegadamente envolvendo políticos nacionais e estrangeiros, bem como "a participação de um conhecido barão da droga". O documento refere ainda uma tentativa de manipulação dos resultados eleitorais e a existência de "um depósito de armamento de guerra", descoberto pelos serviços de informação do Estado.

Entre as medidas anunciadas pelo Alto Comando Militar estão:

  • Destituição imediata do Presidente da República;
  • Encerramento de todas as instituições da República até novas ordens;
  • Suspensão do processo eleitoral em curso;
  • Encerramento das fronteiras terrestres, marítimas e do espaço aéreo nacional;
  • Imposição de recolher obrigatório entre as 19h00 e as 06h00;
  • Suspensão das atividades de todos os órgãos de comunicação social.

O comunicado sublinha que estas medidas permanecerão em vigor "até que a situação seja convenientemente esclarecida e repostas as condições para o pleno retorno à normalidade constitucional". O Alto Comando apela à calma e à colaboração da população, justificando as ações como resposta a uma “emergência nacional".

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